Estruturas de Integridade
São estruturas de integridade as funções constantes dos sistemas de corregedoria, ouvidoria, controle interno, gestão da ética, transparência e outras essenciais ao funcionamento do Programa de Integridade. Com a Resolução nº 177/2026 – Consup/IFRN, a Câmara de Mediação de Conflitos (CMC) passa a ser reconhecida como função de integridade do IFRN, com atuação preventiva e complementar às instâncias correcionais e de controle. Conheça cada uma dessas estruturas:
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Unidade Setorial de Integridade (USI)
Estrutura que integra o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação (Sitai) da Administração Pública Federal (Decreto nº 11.529/2023) como unidade setorial no âmbito do IFRN. É responsável por coordenar a estruturação, a execução e o monitoramento do Programa de Integridade do IFRN. A função é exercida pela Controladoria.
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Núcleo de Gestão de Riscos (NGRIS)
Estrutura responsável por propor a metodologia de gestão de riscos do IFRN, por dar o suporte no processo de identificação, análise e avaliação de riscos e por outras competências estabelecidas na Política de Gestão de Riscos do IFRN. Em conjunto com a USI, no âmbito do Programa de Integridade, o NGRIS é responsável por contribuir na definição de estratégias para a implementação da gestão de riscos de integridade.
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Corregedoria (CRG)
Estrutura que integra o Sistema de Correição do Poder Executivo Federal como unidade setorial no âmbito do IFRN, sendo responsável pela atividade correcional, por meio da instauração e condução de procedimentos correicionais e por assistir o IFRN exercendo as competências estabelecidas no seu Regimento Interno.
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Ouvidoria (OUV)
Estrutura que integra o Sistema de Ouvidoria do Poder Executivo Federal como unidade setorial no âmbito do IFRN, sendo responsável pela atividade de ouvidoria, devendo atuar no processo de interlocução entre o cidadão e a Administração Pública, com a finalidade de buscar soluções para as questões suscitadas com as manifestações e oferecer informações gerenciais e sugestões aos dirigentes, visando o aprimoramento da prestação dos serviços, exercendo as competências estabelecidas no seu Regimento Interno.
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Serviço de Informação ao Cidadão (SIC)
Estrutura responsável por promover o atendimento e a orientação do público quanto ao acesso a informações do IFRN é chamada de Serviço de Informação ao Cidadão (SIC). O SIC também é responsável por protocolizar documentos e requerimentos de acesso à informação, além de informar sobre a tramitação de documentos nas unidades organizacionais do IFRN.
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Comissão de Ética Institucional (CEI)
Estrutura que integra o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal (Decreto nº 6.029, de 1º de fevereiro de 2007). Sua principal finalidade é colaborar para o aperfeiçoamento da conduta ética do servidor público do IFRN.
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Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais (EDP)
Estrutura responsável por aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos e adotar providências; receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências; orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais; e executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas complementares.
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Gestor de Segurança da Informação (GSI)
Estrutura responsável por assessorar a alta administração na implementação da Política de Segurança da Informação e estimular ações de capacitação e de profissionalização de recursos humanos em temas relacionados à segurança da informação, entre outras competências estabelecidas em normas externas e internas.
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Auditoria-Geral (AUDGE)
Estrutura específica e especializada da organização que realiza a atividade de auditoria interna governamental, a qual possui autonomia técnica no âmbito do IFRN e tem vinculação direta ao Conselho Superior (Consup). É responsável por fortalecer e assessorar a gestão da Reitoria, bem como racionalizar as ações e prestar apoio no âmbito da Instituição, aos Órgãos do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e ao Tribunal de Contas da União.
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Câmara de Mediação de Conflitos (CMC)
Unidade técnica de apoio institucional, vinculada ao Gabinete da Reitoria, que promove a mediação de conflitos interpessoais e laborais entre servidores e ações educativas e preventivas voltadas a relações de trabalho saudáveis, respeitosas e colaborativas. Veja o detalhamento logo abaixo.
Conheça a resolução
Reuniões das estruturas de integridade
As estruturas de integridade do IFRN se reúnem para alinhar as ações do Programa de Integridade. Consulte as atas das reuniões:
- Ata nº 1/2023 – Reunião das estruturas de gestão da integridade
- Ata nº 4/2023 – 1ª reunião do grupo de trabalho de revisão e elaboração do Programa e do Plano de Integridade (Portaria nº 670/2023-RE/IFRN)
- Ata nº 6/2023 – Reunião das estruturas de integridade
- Ata nº 4/2024 – Reunião das estruturas de integridade (15/10/2024)
- Ata nº 3/2025 – Reunião das estruturas de integridade
As atas estão em formato PDF/A, com as assinaturas eletrônicas registradas no SUAP.
Câmara de Mediação de Conflitos (CMC)
A Câmara de Mediação de Conflitos foi instituída pela Resolução nº 177/2026 – Consup/IFRN, de 16 de outubro de 2026, que revogou as Resoluções nº 135/2026 e nº 173/2026 – Consup/IFRN. É uma unidade técnica de apoio institucional, vinculada ao Gabinete da Reitoria, com a finalidade de promover a mediação de conflitos e práticas educativas que melhorem as relações interpessoais e laborais, fortaleçam o diálogo institucional e favoreçam um ambiente de trabalho saudável, respeitoso e colaborativo.
A CMC é reconhecida como função de integridade do IFRN e atua de forma complementar às instâncias correcionais e de controle. Seu(sua) coordenador(a)-geral integra a Câmara Técnica de Apoio à Integridade (CTAI). Como a Câmara ainda não tem página própria no portal, reunimos aqui os principais pontos da norma.
- servidores, no mínimo, compõem a Câmara: coordenador(a)-geral, secretário(a) e 6 mediadores(as)
- 8
- de mandato do(a) coordenador(a)-geral e do(a) secretário(a), permitida a recondução
- 2 anos
- de prazo para a análise de admissibilidade da demanda, prorrogável uma vez
- 10 dias
O que a Câmara faz
- Acolhe e escuta, de forma qualificada, as pessoas envolvidas em conflitos interpessoais e laborais.
- Orienta sobre os fluxos institucionais adequados para cada demanda.
- Conduz a mediação e a conciliação de conflitos entre servidores, mediante adesão voluntária das partes.
- Facilita o diálogo, apoia a construção de acordos e acompanha o seu cumprimento.
- Promove ações educativas, formativas e preventivas (oficinas, rodas de conversa, palestras e capacitações) voltadas à cultura de paz, à comunicação não violenta e à convivência ética no trabalho.
- Encaminha à Corregedoria, à Ouvidoria, à Comissão de Ética Institucional ou à área de gestão de pessoas as demandas que extrapolem sua competência.
Quem pode procurar a Câmara
Os serviços são oferecidos, de forma voluntária e sigilosa, aos servidores ativos do IFRN, do quadro permanente e temporário. A Câmara pode ser acionada:
- por solicitação direta do servidor interessado ou de sua chefia imediata, por formulário eletrônico disponibilizado em canal institucional;
- por agendamento prévio para atendimento presencial ou por videoconferência, pelo canal oficial da Câmara;
- pela Corregedoria ou pela Ouvidoria, com anuência das partes, quando a demanda envolver conflitos interpessoais.
O que a Câmara não trata
- Conflitos que não sejam interpessoais e laborais entre servidores do IFRN.
- Fatos já em apuração em processo administrativo disciplinar, sindicância ou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em curso.
- Demandas que envolvam exclusivamente terceirizados, estudantes, servidores aposentados ou público externo, que são encaminhadas ao setor competente.
- Infrações sujeitas a suspensão acima de 30 dias, demissão, cassação de aposentadoria ou destituição de cargo em comissão.
- Casos alcançados pela Política de Prevenção do Assédio, da Discriminação e demais formas de violências do IFRN.
Os serviços da Câmara não têm caráter investigativo nem punitivo e não substituem os procedimentos da Corregedoria, da Ouvidoria ou da Comissão de Ética Institucional.
Princípios da mediação
- Autonomia da vontade das partes.
- Imparcialidade dos mediadores.
- Isonomia entre as partes envolvidas no conflito.
- Confidencialidade.
- Escuta ativa, respeito mútuo e diálogo entre as partes.
- Busca do consenso e formalização de acordos, quando possível.
- Boa-fé e integridade dos participantes.
- Flexibilidade procedimental.
- Respeito à ordem pública e às leis vigentes.
A adesão é sempre voluntária: ninguém é obrigado a aceitar a mediação nem a permanecer nela. A mediação pode tratar de todo o conflito ou apenas de parte dele.
Como funciona a mediação
- Recebimento da demanda. A solicitação é recebida pelo(a) secretário(a) da Câmara.
- Análise de admissibilidade. Em até 10 dias, prorrogáveis uma vez por igual período, a Câmara verifica se o conflito é interpessoal e laboral e se está entre as suas competências.
- Consulta às partes. As partes são consultadas sobre o interesse voluntário em participar da mediação.
- Designação do mediador. É designado(a) um(a) mediador(a), observadas as hipóteses de impedimento e suspeição.
- Sessões de mediação. Uma ou mais sessões, presenciais ou por videoconferência, em ambiente reservado e colaborativo, sem caráter adversarial.
- Encerramento. Havendo consenso, é lavrado termo de acordo; não havendo, é elaborado relatório conclusivo.
- Acompanhamento. A Câmara acompanha o cumprimento do acordo celebrado.
Confidencialidade
Todo o conteúdo produzido na mediação, incluindo relatos, documentos e termos de acordo, é sigiloso. As exceções são o dever de representação previsto no art. 143 da Lei nº 8.112/1990, quando houver indícios de infração disciplinar, a comunicação estritamente necessária à instância competente e a produção de dados estatísticos anonimizados para o relatório anual. O tratamento de dados pessoais segue a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).
Quem compõe a Câmara
- Servidores efetivos nomeados por portaria do Reitor, com a composição publicada em Boletim de Serviço.
- Um(a) coordenador(a)-geral e um(a) secretário(a), cada um com seu(sua) suplente, além dos mediadores: no mínimo 8 servidores (1 coordenador-geral, 1 secretário e 6 mediadores).
- Participação obrigatória de representantes das carreiras docente e técnico-administrativa em educação.
- O(A) coordenador(a)-geral e o(a) secretário(a) têm mandato de 2 anos, permitida a recondução por igual período. Os mediadores não têm mandato com prazo determinado.
- Os mediadores devem ser lotados, preferencialmente, em campus ou na Reitoria, diferente daquele das partes, e se sujeitam às regras de impedimento e suspeição da Lei nº 9.784/1999.
- A atuação é considerada prestação de relevante serviço público, é registrada nos assentamentos funcionais e integra a carga horária: 16 horas semanais para o(a) coordenador(a)-geral, 12 horas para o(a) secretário(a) e, para mediadores técnico-administrativos, 8 horas (regime de 40 horas) ou 6 horas (regime de 30 horas). Para docentes, vale o que definem as normas de carga horária docente.
- O IFRN assegura formação continuada em mediação aos membros da Câmara.
Dúvidas sobre a mediação
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Não. A participação nunca é compulsória. Nenhuma das partes é obrigada a aceitar a mediação nem a permanecer nela, e qualquer uma pode desistir a qualquer momento, sem prejuízo de encaminhamento a outras instâncias, quando cabível.
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Não. A Câmara não tem caráter investigativo nem punitivo e não substitui a Corregedoria, a Ouvidoria ou a Comissão de Ética. Fatos já em apuração em processo disciplinar, sindicância ou TAC não são tratados pela Câmara. Se, durante a mediação, surgirem indícios de infração disciplinar grave, o procedimento é suspenso quanto ao fato e a notícia é registrada no Fala.BR para encaminhamento à Corregedoria.
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A Câmara orienta sobre as providências administrativas adequadas, como o registro de manifestação no Fala.BR, ou encaminha a demanda ao setor competente.
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Sim. Relatos, documentos e termos de acordo são sigilosos. As exceções são o dever legal de representação quando houver indícios de infração disciplinar, a comunicação estritamente necessária à instância competente e os dados estatísticos anonimizados do relatório anual.
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Sim. O atendimento pode ser presencial ou por videoconferência, com agendamento prévio pelo canal oficial da Câmara.
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Com a lavratura de termo de acordo, quando houver consenso entre as partes, ou de relatório conclusivo, quando não houver. A desistência de qualquer das partes também encerra o procedimento. Havendo acordo, a Câmara acompanha o seu cumprimento.
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Não. A Câmara atende conflitos interpessoais e laborais entre servidores do IFRN. Demandas que envolvam exclusivamente estudantes, terceirizados, aposentados ou público externo são encaminhadas ao setor competente.
Página atualizada há 6 dias, 10 horas (em 19/10/2026 às 16:43) — Publicada há 1 ano, 6 meses (em 28/03/2025 às 10:04)