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Estruturas de Integridade

São estruturas de integridade as funções constantes dos sistemas de corregedoria, ouvidoria, controle interno, gestão da ética, transparência e outras essenciais ao funcionamento do Programa de Integridade. Com a Resolução nº 177/2026 – Consup/IFRN, a Câmara de Mediação de Conflitos (CMC) passa a ser reconhecida como função de integridade do IFRN, com atuação preventiva e complementar às instâncias correcionais e de controle. Conheça cada uma dessas estruturas:

Câmara de Mediação de Conflitos (CMC)

A Câmara de Mediação de Conflitos foi instituída pela Resolução nº 177/2026 – Consup/IFRN, de 16 de outubro de 2026, que revogou as Resoluções nº 135/2026 e nº 173/2026 – Consup/IFRN. É uma unidade técnica de apoio institucional, vinculada ao Gabinete da Reitoria, com a finalidade de promover a mediação de conflitos e práticas educativas que melhorem as relações interpessoais e laborais, fortaleçam o diálogo institucional e favoreçam um ambiente de trabalho saudável, respeitoso e colaborativo.

A CMC é reconhecida como função de integridade do IFRN e atua de forma complementar às instâncias correcionais e de controle. Seu(sua) coordenador(a)-geral integra a Câmara Técnica de Apoio à Integridade (CTAI). Como a Câmara ainda não tem página própria no portal, reunimos aqui os principais pontos da norma.

servidores, no mínimo, compõem a Câmara: coordenador(a)-geral, secretário(a) e 6 mediadores(as)
8
de mandato do(a) coordenador(a)-geral e do(a) secretário(a), permitida a recondução
2 anos
de prazo para a análise de admissibilidade da demanda, prorrogável uma vez
10 dias

O que a Câmara faz

  • Acolhe e escuta, de forma qualificada, as pessoas envolvidas em conflitos interpessoais e laborais.
  • Orienta sobre os fluxos institucionais adequados para cada demanda.
  • Conduz a mediação e a conciliação de conflitos entre servidores, mediante adesão voluntária das partes.
  • Facilita o diálogo, apoia a construção de acordos e acompanha o seu cumprimento.
  • Promove ações educativas, formativas e preventivas (oficinas, rodas de conversa, palestras e capacitações) voltadas à cultura de paz, à comunicação não violenta e à convivência ética no trabalho.
  • Encaminha à Corregedoria, à Ouvidoria, à Comissão de Ética Institucional ou à área de gestão de pessoas as demandas que extrapolem sua competência.

Quem pode procurar a Câmara

Os serviços são oferecidos, de forma voluntária e sigilosa, aos servidores ativos do IFRN, do quadro permanente e temporário. A Câmara pode ser acionada:

  • por solicitação direta do servidor interessado ou de sua chefia imediata, por formulário eletrônico disponibilizado em canal institucional;
  • por agendamento prévio para atendimento presencial ou por videoconferência, pelo canal oficial da Câmara;
  • pela Corregedoria ou pela Ouvidoria, com anuência das partes, quando a demanda envolver conflitos interpessoais.

O que a Câmara não trata

  • Conflitos que não sejam interpessoais e laborais entre servidores do IFRN.
  • Fatos já em apuração em processo administrativo disciplinar, sindicância ou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em curso.
  • Demandas que envolvam exclusivamente terceirizados, estudantes, servidores aposentados ou público externo, que são encaminhadas ao setor competente.
  • Infrações sujeitas a suspensão acima de 30 dias, demissão, cassação de aposentadoria ou destituição de cargo em comissão.
  • Casos alcançados pela Política de Prevenção do Assédio, da Discriminação e demais formas de violências do IFRN.

Os serviços da Câmara não têm caráter investigativo nem punitivo e não substituem os procedimentos da Corregedoria, da Ouvidoria ou da Comissão de Ética Institucional.

Princípios da mediação

  • Autonomia da vontade das partes.
  • Imparcialidade dos mediadores.
  • Isonomia entre as partes envolvidas no conflito.
  • Confidencialidade.
  • Escuta ativa, respeito mútuo e diálogo entre as partes.
  • Busca do consenso e formalização de acordos, quando possível.
  • Boa-fé e integridade dos participantes.
  • Flexibilidade procedimental.
  • Respeito à ordem pública e às leis vigentes.

A adesão é sempre voluntária: ninguém é obrigado a aceitar a mediação nem a permanecer nela. A mediação pode tratar de todo o conflito ou apenas de parte dele.

Como funciona a mediação

  1. Recebimento da demanda. A solicitação é recebida pelo(a) secretário(a) da Câmara.
  2. Análise de admissibilidade. Em até 10 dias, prorrogáveis uma vez por igual período, a Câmara verifica se o conflito é interpessoal e laboral e se está entre as suas competências.
  3. Consulta às partes. As partes são consultadas sobre o interesse voluntário em participar da mediação.
  4. Designação do mediador. É designado(a) um(a) mediador(a), observadas as hipóteses de impedimento e suspeição.
  5. Sessões de mediação. Uma ou mais sessões, presenciais ou por videoconferência, em ambiente reservado e colaborativo, sem caráter adversarial.
  6. Encerramento. Havendo consenso, é lavrado termo de acordo; não havendo, é elaborado relatório conclusivo.
  7. Acompanhamento. A Câmara acompanha o cumprimento do acordo celebrado.

Confidencialidade

Todo o conteúdo produzido na mediação, incluindo relatos, documentos e termos de acordo, é sigiloso. As exceções são o dever de representação previsto no art. 143 da Lei nº 8.112/1990, quando houver indícios de infração disciplinar, a comunicação estritamente necessária à instância competente e a produção de dados estatísticos anonimizados para o relatório anual. O tratamento de dados pessoais segue a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).

Quem compõe a Câmara

  • Servidores efetivos nomeados por portaria do Reitor, com a composição publicada em Boletim de Serviço.
  • Um(a) coordenador(a)-geral e um(a) secretário(a), cada um com seu(sua) suplente, além dos mediadores: no mínimo 8 servidores (1 coordenador-geral, 1 secretário e 6 mediadores).
  • Participação obrigatória de representantes das carreiras docente e técnico-administrativa em educação.
  • O(A) coordenador(a)-geral e o(a) secretário(a) têm mandato de 2 anos, permitida a recondução por igual período. Os mediadores não têm mandato com prazo determinado.
  • Os mediadores devem ser lotados, preferencialmente, em campus ou na Reitoria, diferente daquele das partes, e se sujeitam às regras de impedimento e suspeição da Lei nº 9.784/1999.
  • A atuação é considerada prestação de relevante serviço público, é registrada nos assentamentos funcionais e integra a carga horária: 16 horas semanais para o(a) coordenador(a)-geral, 12 horas para o(a) secretário(a) e, para mediadores técnico-administrativos, 8 horas (regime de 40 horas) ou 6 horas (regime de 30 horas). Para docentes, vale o que definem as normas de carga horária docente.
  • O IFRN assegura formação continuada em mediação aos membros da Câmara.

Dúvidas sobre a mediação

  • Não. A participação nunca é compulsória. Nenhuma das partes é obrigada a aceitar a mediação nem a permanecer nela, e qualquer uma pode desistir a qualquer momento, sem prejuízo de encaminhamento a outras instâncias, quando cabível.
  • Não. A Câmara não tem caráter investigativo nem punitivo e não substitui a Corregedoria, a Ouvidoria ou a Comissão de Ética. Fatos já em apuração em processo disciplinar, sindicância ou TAC não são tratados pela Câmara. Se, durante a mediação, surgirem indícios de infração disciplinar grave, o procedimento é suspenso quanto ao fato e a notícia é registrada no Fala.BR para encaminhamento à Corregedoria.
  • A Câmara orienta sobre as providências administrativas adequadas, como o registro de manifestação no Fala.BR, ou encaminha a demanda ao setor competente.
  • Sim. Relatos, documentos e termos de acordo são sigilosos. As exceções são o dever legal de representação quando houver indícios de infração disciplinar, a comunicação estritamente necessária à instância competente e os dados estatísticos anonimizados do relatório anual.
  • Sim. O atendimento pode ser presencial ou por videoconferência, com agendamento prévio pelo canal oficial da Câmara.
  • Com a lavratura de termo de acordo, quando houver consenso entre as partes, ou de relatório conclusivo, quando não houver. A desistência de qualquer das partes também encerra o procedimento. Havendo acordo, a Câmara acompanha o seu cumprimento.
  • Não. A Câmara atende conflitos interpessoais e laborais entre servidores do IFRN. Demandas que envolvam exclusivamente estudantes, terceirizados, aposentados ou público externo são encaminhadas ao setor competente.

Página atualizada há 6 dias, 10 horas (em 19/10/2026 às 16:43) — Publicada há 1 ano, 6 meses (em 28/03/2025 às 10:04)