Evento
Segundo dia do VI SimpoEduc traz debates sobre equidade e práticas pedagógicas
Conferência com Ana Maria Gonçalves e oficinas do pensamento são destaques do dia
Publicada por Pablo Araújo em 28/05/2026 ― Atualizada em 28 de Maio de 2026 às 17:06
O segundo dia do VI Simpósio de Educação (SimpoEduc), realizado ontem (27), reuniu atividades que incentivam o diálogo sobre políticas públicas, práticas pedagógicas, direitos humanos e equidade no campo educacional. O evento integra a série de debates do simpósio cujo tema é “Educação, cuidado e direito: práticas em diálogo” e reúne professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de educação de diferentes regiões.
A conferência principal da manhã foi “Resistir, narrar e transformar: caminhos da equidade”, com presença da escritora Ana Maria Gonçalves, autora do livro Um Defeito de Cor e primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. O encontro focou em abordagens interseccionistas, articulando questões de racialidades, igualdade de gênero, desigualdades sociais e intolerância religiosa, colocando a narrativa literária como forma de diálogo para múltiplas dimensões sociais e culturais.
O livro que escrevi foi uma busca e reafirmação da minha identidade como mulher negra no Brasil e talvez por isso toque tantas pessoas, principalmente mulheres negras.
Além de Ana Maria Gonçalves, participaram da roda de conversa mediada pela professora Samira Fernandes Delgado (IFRN) as convidadas Nádia Farias dos Santos, pedagoga, e pesquisadora das relações étnicos-raciais, gênero e ciência; Alicia Rosler, militante do movimento feminista e chefe de gabinete da secretária executiva do Ministério das Mulheres; Rosália Carrilho Dantas; historiadora e especialista em cultura afrobrasileira e Carina Alessandra Rodrigues, escritora e doutora em estudos e linguagens, todas trazendo contribuições sobre diversidade, inclusão e políticas educacionais.

Entre as convidadas, Nádia Farias reforçou a importância das mulheres negras na preservação da memória e da cultura: “Nós somos as guardiãs das memórias das histórias e das religiosidades, e é essencial que nossas narrativas ocupem espaços de decisões e representação.” Aline Rosler acrescentou sobre a importância da representatividade nas políticas públicas: “É fundamental ampliar a presença das mulheres negras nos espaços de decisão política para transformar a forma como a sociedade enxerga justiça, democracia e cidadania.”
Oficinas do pensamento
Três oficinas simultâneas discutiram temáticas para a prática educacional. Entre os temas destacaram-se:
- A era da Inteligência Artificial: ferramentas e possibilidades de uso, com a participação de Thiago Medeiros Barros (IFRN) e mediação de Tarso Latorraca Casadei (IFRN).
- Para não desistir da docência, com Celso Vasconcelos (PUC/SP) e mediação da Ana Lúcia Pascoal Diniz (IFRN).
- Formação inicial e valorização da profissão docente: o papel do Pibid e do Forpibid, conduzida por Jaqueline Rabelo (UECE) e Cristiane Hauschild (Univantes), com mediação de Andrezza Tavares (IFRN).

Durante as oficinas , os participantes discutiram estratégias de inclusão, metodologias ativas e o fortalecimento da motivação docente.
Outras ações da manhã
A programação incluiu o Diálogo 5, promovido pela Associação Amigos do Coração da Criança - Amico, e a sala de afetos, espaço paralelo voltado à reflexão sobre saúde mental e relações humanas no contexto educacional de trabalho. Esses momentos buscaram criar espaços de cuidado e escuta para os participantes, alinhando práticas pedagógicas à atenção integral às necessidades dos alunos e profissionais da educação.
Confira mais imagens do segundo dia do VI SimpoEduc:
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- Evento SimpoEduc Práticas pedagógicas Ana Maria Gonçalves Um defeito de cor