VI SimpoEduc encerra programação com conferência de Dira Paes sobre educação e transformação social
A Atriz e ativista ambiental participou da conferência de encerramento do evento, que também contou com oficinas temáticas, lançamento de revista e entrega do Prêmio Nísia Floresta
Publicada por Vitor Sousa em 29/05/2026 ― Atualizada em 29 de Maio de 2026 às 11:54
O terceiro e último dia do VI Simpósio de Educação (SimpoEduc) do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), realizado nesta quinta-feira (28), reuniu debates sobre educação, inclusão, comunicação, políticas públicas e transformação social. Com o tema “Educação, cuidado e direito: práticas em diálogo”, o evento promoveu oficinas, atividades, lançamento de publicação científica e a cerimônia do Prêmio Nísia Floresta.

O destaque da programação foi a conferência de encerramento com a atriz e ativista ambiental Dira Paes. Reconhecida nacionalmente pela trajetória artística e pela atuação em defesa da Amazônia e das pautas ambientais, a convidada falou sobre o papel da educação na construção de uma sociedade mais humana e consciente.
“A educação é a grande solução pra todos os males. Eu não consigo imaginar um mundo sem professor”
A atriz também destacou a importância social dos educadores e educadoras na formação das pessoas e na transformação coletiva.
“Pra mim, os educadores são os heróis contemporâneos, humanos poderosos capazes de transformar outros seres humanos”
A conferência foi mediada pelos professores Louize Gabriela e Breno Trajano, ambos do IFRN.
Durante o encerramento, a pró-reitora de Extensão e reitora em exercício do IFRN, Samira Delgado, falou sobre a importância de ampliar o entendimento sobre os processos educativos.
“A educação é muito mais do que a sala de aula. A gente entende a formação continuada dos nossos estudantes, dos professores, do IFRN, das redes estaduais e municipais como uma formação ampla. A educação envolve respeito, cuidado e atenção”, destacou.
Prêmio Nísia Floresta
Outro momento de destaque da programação foi a cerimônia de entrega do Prêmio Nísia Floresta, que homenageou pesquisadores e pesquisadoras com trabalhos voltados às áreas de formação docente, inclusão, diversidade, educação ambiental e educação e trabalho.

Na modalidade de artigos científicos, um dos trabalhos premiados foi “Educação e cuidado: implementação da NR-1 como estratégia de enfrentamento ao assédio e promoção da diversidade nas instituições de ensino”, de autoria de Neide Cristina, na categoria Educação e Trabalho.
Também foram reconhecidos trabalhos nas modalidades de resumo expandido e menção honrosa, contemplando pesquisas sobre alfabetização de mulheres idosas, inclusão, relações étnico-raciais, saúde e práticas pedagógicas.
Oficinas do pensamento
As Oficinas do Pensamento abriram a programação do último dia do SimpoEduc com debates simultâneos sobre inclusão, comunicação, educação e desafios contemporâneos.
Entre os temas discutidos estiveram “Práticas para a Inclusão de Profissionais com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Mundo do Trabalho”, com Vanessa Desidério (IFRN); “Entre conteúdos e conexões: quando a comunicação vira desenvolvimento”, com Juliana Vieira; e “A educação em tempos instáveis: impactos e saídas das crises globais no Brasil de hoje”, conduzida por Andressa Pellanda.

A oficina “Para além da esperança: como mudar o Brasil pela educação”, ministrada pelo professor Daniel Cara (USP/SP), debateu os desafios estruturais da educação pública brasileira e a necessidade de valorização dos profissionais da área.
“Eu considero Simpósio de Educação do Instituto Federal do Rio Grande do Norte como o principal evento de educação para pensar a educação de forma crítica. Não dá para pensar educação apenas de forma festiva. É preciso confraternizar e ser crítico ao mesmo tempo”
Durante a atividade, o palestrante também defendeu que as decisões sobre educação sejam construídas a partir das experiências de quem vive o cotidiano escolar. “A educação precisa partir das educadoras e dos educadores. Não dá mais para ver gente que nunca pisou numa escola pública falando sobre educação”, ressaltou.
Para a professora Deyse Martins, do Departamento de Educação da UERN, a oficina reforçou a importância da educação como ferramenta de transformação social. “Daniel Cara trouxe vários elementos importantes para a discussão do processo educativo, em especial uma educação voltada para a formação cidadã e participativa”, comentou.
Já o professor Herbert Medeiros, assessor pedagógico da Secretaria Estadual de Educação do RN, destacou a aproximação da palestra com a realidade das escolas públicas. “A palestra foi extremamente necessária porque traz a fala do professor da educação básica inserido em contextos de vulnerabilidade e reforça que a educação precisa partir dos educadores e educadoras”, avaliou.
Revista Diálogos da Extensão
A programação da manhã também contou com o lançamento da nova edição da revista Diálogos da Extensão, publicação da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) do IFRN voltada à divulgação de relatos de experiência e artigos científicos relacionados às ações extensionistas desenvolvidas no Instituto.

Participaram do lançamento a pró-reitora de Extensão e reitora em exercício, Samira Delgado; a diretora de Comunicação Científica e pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação em exercício, Magda Renata; além dos professores Jefferson Alexandre, Larissa Félix e Magda Diniz, representando a equipe editorial.
A nova edição reúne trabalhos relacionados à curricularização da extensão, sustentabilidade, economia solidária, internacionalização, inclusão social e promoção da saúde.
Com atividades distribuídas ao longo de três dias, o VI SimpoEduc reuniu pesquisadores, estudantes, gestores e profissionais da educação de diferentes regiões do país em torno de debates sobre direitos, inclusão, formação docente e justiça social.
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