VI SimpoEduc
Confira os destaques da programação vespertina do dia 27 no VI SimpoEduc
Programação vespertina uniu debate com Alexandre Coimbra e Octávio Santiago à socialização de trabalhos acadêmicos
Publicada por João Eduardo em 28/05/2026 ― Atualizada em 28 de Maio de 2026 às 16:51
A abertura do turno vespertino ficou por conta da encantadora apresentação do Grupo Pastoril Jardim das Flores, vindo do município de São Gonçalo do Amarante. Fundado em 2022 por Alexsandra Alves e Felipe Eric, o grupo levou ao palco a vivacidade dessa dança tradicional da cultura popular do Rio Grande do Norte. A apresentação das meninas do pastoril contagiou o público presente, abrindo a tarde com muita alegria e preparando o ambiente para os debates que se seguiriam.

Conferência da tarde
A terceira conferência do simpósio foi aberta com o tema oficial “Do julgamento ao encontro: quando o outro deixa de ser estranho”, sob a mediação de Lorena Faustino, diretora sistêmica de Gestão de Pessoas do IFRN, e de Camilla Noemea, assessora da Diretoria de Desenvolvimento de Pessoal da instituição (DIDEPE). Ao introduzirem o debate sobre como os estereótipos sabotam o cotidiano institucional e impedem conexões profissionais verdadeiras, as mediadoras reforçaram a importância da escuta ativa. Camilla destacou o cerne do problema nas organizações: “Quando a gente reduz alguém a uma imagem, a gente perde a chance de realmente se conectar com o outro, perde a chance do encontro, da compreensão, da escuta e de construir relações que são realmente profundas”.

A sensibilidade sobre a nossa identidade regional foi trazida pelo jornalista e escritor potiguar Octávio Santiago, membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN e autor do livro “Só sei que foi assim”. Em uma fala tocante, Octávio mostrou como os preconceitos históricos contra o povo nordestino ainda pesam no ambiente de trabalho, limitando carreiras e avaliações. Para ele, cuidar de quem trabalha também significa romper com esses estereótipos e valorizar a nossa gente: “O Nordeste da ciência, o Nordeste da inovação, da tecnologia, ele também existe, mas parece que não interessa a essa trama. É contra ela que proponho aqui que a gente precisa fazer uma fala”.
Encerrando as reflexões com o viés da saúde mental, o psicólogo carioca, escritor best-seller e consultor em saúde mental corporativa Alexandre Coimbra, conectou o adoecimento profissional contemporâneo ao individualismo excessivo. Alexandre ressaltou que, no ambiente organizacional, o bem-estar psicológico não deve ser tratado apenas como um esforço pessoal isolado, mas sim como uma construção comunitária e institucional. “Nós somos seres de galera, a gente se desenvolve de montinho. O eu é uma grande ficção... Saúde mental é compreendida não apenas como cuidado individual, mas como estratégia central”, pontuou o psicólogo, concluindo que o acolhimento, o vínculo e o pertencimento mútuo são as bases para sustentar resultados sem abrir mão do que dá real sentido à vida.
Check-in de pôsteres
Após a conferência, houve o momento da exposição de pôsteres acadêmicos por estudantes de diversos campi.

Grupos de Trabalho (GTs)
Concluindo as atividades da tarde, houve o início das apresentações dos Grupos de Trabalho (GTs), que são divididos em quatro eixos:
- GT 1: Formação de professores e práticas pedagógicas;
- GT 2: Inclusão e diversidade;
- GT 3: Educação popular e ambiental;
- GT 4: Educação e trabalho.
A equipe de reportagem do IFRN conversou com estudantes do campus Ipanguaçu, integrantes do GT 3, que compartilharam experiências e pesquisas desenvolvidas em suas áreas de atuação. Cássio e Caio Roque, alunos da Licenciatura em Química, apresentaram o trabalho “A história por trás da regra de Rounding: uma proposta formativa para licenciandos em Química”. A pesquisa propõe uma reflexão sobre o ensino da regra de Rounding para além do caráter operacional normalmente adotado em sala de aula.
A regra de Runde tradicionalmente é ensinada como um processo operacional de preenchimento de orbitais atômicos, e isso gera uma confusão conceitual para os estudantes. Compreender o percurso histórico e conceitual da regra é fundamental para uma formação docente mais crítica e aprofundada no ensino de Química.
Já o estudante Vinicius Souza, do curso de Informática, apresentou um trabalho sobre robótica desplugada e pensamento computacional como ferramentas para o ensino.
O pensamento computacional contribui para o desenvolvimento de estratégias de resolução de problemas e para a capacidade de abstração, permitindo que os estudantes compreendam de forma mais crítica e estruturada os desafios propostos no ambiente educacional
Vinicius também ressaltou a importância da inserção da computação nos currículos escolares após a implementação da BNCC da Computação.
