Evento
MEC reúne três mil estudantes em aulão preparatório para o Enem 2026
Realizado na Arena das Dunas, em Natal, evento contou com revisões das quatro áreas de conhecimento
Publicada por Izabel Silva em 06/11/2026 ― Atualizada em 6 de Novembro de 2026 às 14:20
Na quinta-feira (5), o Ministério da Educação (MEC) promoveu um aulão preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A atividade foi realizada no estacionamento da Arena das Dunas e contou com a participação de três mil estudantes dos Institutos Federais e da rede pública de ensino.

A iniciativa integra uma série nacional de aulões promovida pelo MEC em parceria com instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e universidades federais. A proposta é oferecer aos participantes uma oportunidade de revisão dos conteúdos cobrados no exame, aliada a atividades de integração e acolhimento.
Autoridades destacaram políticas de acesso ao ensino superior
A mesa de abertura contou com a participação do secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral; da secretária de educação do Rio Grande do Norte, Socorro Batista; do reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Arnóbio Filho; da pró-reitora de extensão do IFRN, Samira Delgado; do Diretor-geral do Campus Touros do IFRN, Andreilson Oliveira, e, representando a comunidade estudantil, a aluna do Curso Técnico Integrado integrado de Multimídia do IFRN, Isabela Aquino.

Durante o evento, as autoridades compartilharam suas trajetórias pessoais e relembraram as origens e os desafios enfrentados para ingressar no ensino superior. A secretária de educação do Rio Grande do Norte, Socorro Batista, destacou as dificuldades vivenciadas durante sua preparação e a importância dos estudos para transformar sua realidade.
“Há 45 anos, eu estava com as mesmas incertezas e medos dos estudantes, mas persisti nos estudos com o objetivo de mudar meu contexto de vida. Eu pensei que essa era a única oportunidade que tinha de alcançar um espaço na sociedade, de ajudar minha família. Então, eu estudei muito”, enfatizou.
O reitor do IFRN, Arnóbio Filho, relatou a dificuldade que enfrentou para conquistar uma das 40 vagas no curso de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no ano de 1988, quando era estudante da periferia de Natal. Ele também destacou a importância de políticas públicas para ampliar as oportunidades de acesso ao ensino superior.
“Naquela época não existia política de cotas e, enquanto aluno da rede pública estadual, entrar em uma universidade federal era um sonho quase impossível, porque era um local ocupado pela elite de Natal. Então a política de cotas permitiu que o filho e a filha do pedreiro, da empregada doméstica, pudessem ascender socialmente”, contou.

Reforçando a fala do professor Arnóbio, o secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral, ressaltou que a Lei de Cotas mudou o perfil dos estudantes das universidades, ampliando as possibilidades de acesso ao ensino superior para grupos historicamente marginalizados, como pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas, pessoas com deficiência e estudantes de baixa renda. Para ele, “a universidade agora tem a cara do povo brasileiro”.
Rodolfo também destacou a importância do Enem como uma prova que pode ser realizada em qualquer lugar do Brasil e permite o acesso a seleção de universidades de todo o país através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), reduzindo custos de deslocamento e pagamento de múltiplas taxas de inscrição para diferentes processo seletivos, como ocorria nos vestibulares tradicionais.
Professores revisaram conteúdos do Enem
Após um momento de descontração comandado pelo DJ Ericleiton, a equipe de docentes, composta por professores da rede estadual e do IFRN, iniciaram as revisões voltadas para as quatro áreas de conhecimento da prova do Enem.
A área de Ciências Humanas e suas Tecnologias abrange as disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia. Visando tratar de assuntos com alto potencial de aparecerem na prova, os professores Fábio Marinho e Felipe Mykael destacaram temáticas relativas à identidade, patrimônio, propriedade e segregação socioespacial.
Já em Ciências da Natureza e suas Tecnologias, os professores de química, Jeferson Mathias (IFRN), de física, Edson José (IFRN) e de biologia, Renato Martins, Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), abordaram assuntos correlatos às três áreas de modo integrado, facilitando o processo de aprendizagem. Seres vivos, biotecnologia, eletrodinâmica e química orgânica foram alguns dos tópicos revisados com os estudantes.
Em um segundo momento, o professor de Matemática Jonaldo Medeiros (IFRN), trouxe dicas e estratégias para resolução da prova. Além disso, ele apresentou questões para resolver em conjunto com o público, com temas recorrentes na disciplina, como moda, média, mediana e regra de três composta.
Na aula de Linguagens e Redação, o professor Dayvyd Lavanyery apresentou uma estrutura para a produção do texto dissertativo-argumentativo, além de sugestões de possíveis temas, que variaram desde o eixo ambiental até questões econômicas e de saúde mental. Dayvyd também acrescentou à revisão repertórios que podem ser utilizados na redação como forma de transmitir autoridade na defesa dos pontos de vista.
Enem 2026 será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro

O Enem 2026 acontecerá nos dias 8 e 15 de novembro e conta com mais 5 milhões de inscritos em todo o Brasil, número que cresceu 46% desde 2022. A prova é realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação do Brasil, e é um dos meios de admissão ao Ensino Superior. As notas obtidas no certamente podem ser utilizadas no Sisu, no Programa Universidade para Todos (Prouni) e no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
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