Evento
VI Reneabi discute ações de combate ao racismo e fortalecimento dos Neabis no IFRN
Encontro reuniu representantes dos campi para compartilhar experiências e discutir a construção do protocolo antirracista da instituição
Publicada por Vitor Sousa em 16/10/2026 ― Atualizada em 16 de Outubro de 2026 às 12:09
A troca de experiências entre os Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabis) e a construção de estratégias para o enfrentamento do racismo estão entre os temas da VI Reunião Anual dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Reneabi), realizada nos dias 15 e 16 de outubro, no Centro de Tecnologia e Cultura (CTC) Luzia Vieira de França, em Natal. O encontro reuniu estudantes, servidores e representantes da comunidade externa para discutir as ações desenvolvidas nos campi e os desafios da educação antirracista no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Para o assessor de educação para reações étnico-raciais, Gilson Rodrigues Júnior, o encontro contribui para consolidar a atuação dos núcleos como uma rede institucional. Segundo ele, a reunião permite que representantes dos diferentes campi compartilhem experiências, identifiquem desafios comuns e discutam melhorias para as ações relacionadas às relações étnico-raciais. Os Neabis também atuam como espaços de acolhimento e pertencimento para estudantes e servidores.
Troca de experiências entre os campi
A reunião também contribui para o compartilhamento de práticas e para a identificação de dificuldades enfrentadas pelas equipes. O professor Alberto Alexandre destaca que conhecer as ações realizadas em diferentes unidades pode ajudar a aprimorar o trabalho dos núcleos e ampliar as estratégias de combate ao racismo.
Para o professor, a educação antirracista passa pelo reconhecimento da pluralidade da sociedade brasileira e pela construção de uma cultura de respeito às diferenças. Ele aponta que o passado colonial do país ainda se reflete nas desigualdades e nos desafios para desenvolver o senso de coletividade e pertencimento.

A estudante Ingrid Paula, que participa das ações do Neabi no campus Natal-Zona Norte, relata que o núcleo realiza reuniões quinzenais para discutir pautas raciais e desenvolver atividades relacionadas ao movimento negro, com atenção à participação das mulheres negras. Ela também destaca a importância dessas ações para o reconhecimento da identidade racial dos próprios estudantes e para a forma como eles se percebem no ambiente acadêmico.
Protocolo antirracista
Um dos temas relacionados ao trabalho dos núcleos é o protocolo antirracista do IFRN, documento que, segundo Gilson Rodrigues Júnior, está em processo de homologação e consolidação. A proposta busca contribuir para mudanças na cultura institucional em relação ao enfrentamento do racismo.
O professor destaca que a construção do documento está relacionada à mobilização dos Neabis, às discussões realizadas pelos núcleos e às experiências acumuladas nos campi. A Reneabi funciona, nesse contexto, como um espaço para reunir contribuições, compartilhar dificuldades e discutir caminhos para o desenvolvimento de ações em toda a instituição.
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- Palavras-chave:
- Neabi afro-brasileiro Reunião indígena Reneabi