Internacionalização
Festival da Lua é celebrado na Reitoria do IFRN
Evento faz parte do calendário chinês e contou com a participação da comunidade chinesa local
Publicada por Izabel Silva em 30/09/2026 ― Atualizada em 30 de Setembro de 2026 às 10:33
Na segunda-feira (28), a Diretoria Sistêmica de Internacionalização (Dint) do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) promoveu o Festival da Lua, celebração chinesa que ocorre no 15º dia do oitavo mês do calendário lunar.

O evento aconteceu no Auditório da Reitoria e contou com a participação do reitor do IFRN, professor Arnóbio Filho, da pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Francinaide Nascimento, do gerente Administrativo e Financeiro da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern), Francisco Pontes, e da comunidade chinesa presente no Instituto e na cidade do Natal.

Na condução das atividades estavam presentes a professora da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Nan Qi, e o representante da Dint, Bruno Venâncio. Quatro intercambistas chinesas, Zhang Qin, Zhang Yishuo, Yao Mengyi e Lu Yu (as três últimas adotaram os nomes brasileiros de Alícia, Maya e Lua, respectivamente) também contribuíram, trazendo informações sobre o festival e interpretando o poema Wàng Yuè Huái Yuǎn (em português, Contemplando a Lua e pensando em alguém distante).

Interpretações
Durante o evento, a cultura chinesa foi celebrada sob muitas vertentes da música. Sob a condução do professor da Escola de Música da UFRN, Durval Cesseti, canções chinesas foram entoadas em mandarim e interpretadas por instrumentos de flauta e violino. Uma homenagem ao Nordeste com a faixa Lua Branca, de Chiquinha Gonzaga, encerrou o momento.
O coral infanto-juvenil da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) interpretou a canção folclórica Molihua (em português, Flor de Jasmim). Um vídeo ao fundo mostrou a formação antiga do Coral da UFRN interpretando a melodia, registro que também foi exibido no noticiário da China Central Television (CCTV), canal estatal chinês, durante o Ano Novo Chinês em 2022, com uma audiência estimada em 500 milhões de pessoas.

Francinaide Nascimento destacou que as parcerias cooperam diretamente para o ensino, a pesquisa e a extensão e demonstrou intenção de dar continuidade às colaborações com instituições estrangeiras. “Que a gente possa, no futuro, continuar com essa relação sino-brasileira. Que o IFRN possa ser esse lugar acolhedor e que a gente possa estreitar cada vez mais essas relações com todos”, acrescentou.
A tradição por trás da celebração

Também conhecida como Festival do Meio do Outono, a cerimônia é a segunda mais importante da cultura chinesa, simbolizando um momento de agradecimento pela colheita, harmonia e união familiar. Para Nan Qi, o Festival representa a ideia de que, mesmo longe, todos podem olhar para a mesma lua e se sentirem conectados. “Tivemos, inclusive, a presença do presidente da Associação Sino-Brasileira de Natal, o que mostra a importância desse momento para a comunidade chinesa daqui. Para mim, foi especialmente bonito ver tantos brasileiros participando e acolhendo essa celebração. Para os chineses que vivem no Brasil e para os estudantes que estão aqui, esse acolhimento cria um sentimento muito especial de pertencimento. No fundo, percebemos que, através da música e da cultura, sentimentos como família, amizade, saudade e união são universais”, conta.

A festividade foi encerrada com um momento de descontração. Sob a direção de Yishuo, Qin, Mengyi e Lu, todos dançaram a coreografia e se divertiram ao som da música Měilì Zhōngguó (em português, Bela China).