NEABI
Plantio de baobá marca os 17 anos do IFRN Campus Macau e retoma ação realizada no aniversário de 10 anos
A ação reuniu estudantes, servidores e representantes da comunidade externa em dois momentos de plantio da árvore, associada à ancestralidade e à valorização da cultura afro-brasileira
Publicada por Fabricio Brito em 05/10/2026 ― Atualizada em 5 de Outubro de 2026 às 17:40
Em comemoração aos 17 anos do Campus Macau do IFRN, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) idealizou uma ação de plantio de baobás, retomando uma iniciativa realizada em 2019, durante as comemorações dos 10 anos da unidade.
A ação deste ano ocorreu em dois momentos. No dia 30 de setembro, o plantio foi realizado com a participação de estudantes e servidores do Campus. No dia 1º de outubro, a atividade contou com a presença de integrantes da comunidade externa. Os momentos tiveram como proposta estabelecer uma relação entre a memória da instituição, a valorização da cultura afro-brasileira e a construção de espaços de reflexão sobre as relações étnico-raciais.
Conhecido como baobá, o gênero Adansonia reúne espécies distribuídas em regiões da África, Madagascar, Península Arábica e Austrália. Entre elas está a Adansonia digitata, espécie nativa de regiões tropicais e do sul da África. A árvore é reconhecida por suas características particulares, como o tronco de grande dimensão e sua longevidade, além de possuir diferentes usos e importância social e econômica para comunidades de regiões onde ocorre naturalmente.
Um símbolo de ancestralidade e memória
Para diferentes povos africanos, o baobá possui importância cultural e está associado a conhecimentos, tradições e práticas comunitárias. A árvore também é conhecida por sua presença marcante nas paisagens africanas e por sua relação histórica com as comunidades que utilizam diferentes partes da planta, incluindo frutos, folhas, sementes e fibras.
No contexto das instituições de ensino, o plantio do baobá pode assumir também um significado relacionado à educação para as relações étnico-raciais, à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras e à reflexão sobre ancestralidade, identidade e combate ao racismo e à intolerância religiosa.
Nesse sentido, o plantio realizado no Campus Macau foi pensado como uma ação que ultrapassa o ato de inserir uma árvore no espaço físico da instituição. A presença do baobá passa a integrar a paisagem do Campus e, ao mesmo tempo, a constituir uma referência permanente para atividades educativas e para a discussão de temas relacionados à história e à cultura afro-brasileira.
Uma ação que retoma a memória dos 10 anos
A iniciativa realizada em 2026 também estabelece uma relação com a história do próprio Campus Macau. Em 23 de setembro de 2019, durante as comemorações dos 10 anos da instituição, foi realizado outro plantio de baobá na unidade.
Sete anos depois, a realização de uma nova ação permite retomar essa memória e estabelecer uma continuidade simbólica entre diferentes momentos da trajetória do Campus: o plantio realizado na comemoração dos 10 anos e a ação promovida agora, no contexto dos 17 anos.
Mais do que marcar duas datas comemorativas, os dois momentos registram a presença do baobá como elemento da paisagem e da memória institucional. A árvore plantada em 2019 e os novos exemplares inseridos na instituição em 2026 passam a compor esse registro material da passagem do tempo e das ações desenvolvidas no espaço educativo.
A retomada da iniciativa também amplia a participação na ação. Enquanto o plantio de 2026 teve um primeiro momento voltado à comunidade acadêmica, com estudantes e servidores, o segundo contou com integrantes da comunidade externa, aproximando diferentes públicos em torno da atividade proposta pelo NEABI.
Educação, memória e relações étnico-raciais
A escolha do baobá para a ação dialoga com a necessidade de incorporar, nos espaços educacionais, referências que contribuam para o conhecimento da história e das culturas africanas e afro-brasileiras.
No Campus Macau, a iniciativa integra esse processo por meio de uma ação concreta, vinculada ao espaço físico da instituição e à participação de diferentes segmentos da comunidade. A árvore passa, assim, a funcionar também como um elemento de memória: sua presença poderá remeter aos momentos em que foi plantada e às discussões que acompanharam a atividade.
Ao retomar, em 2026, uma ação realizada sete anos antes, o Campus registra uma continuidade entre diferentes momentos de sua história. O baobá plantado durante as comemorações dos 10 anos e os exemplares plantados no contexto dos 17 anos passam a fazer parte da paisagem da instituição e da memória das atividades relacionadas à valorização da cultura afro-brasileira e à educação para as relações étnico-raciais.