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Projeto de Extensão

Rede Nacional de Agentes Territoriais de Trabalho e Juventude para Difusão de Políticas Públicas

Em execução

8. O Ecossistema de Políticas Públicas de Trabalho e Juventude

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) opera um robusto ecossistema de políticas, programas e serviços voltados à promoção do trabalho decente e à inclusão produtiva, com atenção especial ao público jovem. Esse ecossistema articula, de forma integrada, um conjunto diversificado de instrumentos que cobrem as principais dimensões da trajetória de inserção produtiva juvenil.

Na dimensão da inserção formal, destacam-se a Aprendizagem Profissional e o estágio supervisionado, modalidade regulamentada pela Lei nº 11.788/2008 que complementa a formação acadêmica com experiência prática. Para a intermediação de mão de obra, o MTE dispõe do Sistema Nacional de Emprego (SINE) e do Portal Emprega Brasil, plataformas que conectam trabalhadores e empregadores e disponibilizam vagas, currículos e orientação profissional em todo o território nacional. A Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), por sua vez, amplia o acesso a direitos trabalhistas, eliminando barreiras burocráticas e tornando os serviços trabalhistas mais acessíveis.

Na dimensão da qualificação profissional, o Programa Caminho Digital, integrante do Programa Manuel Querino (PMQ), oferta trilhas gratuitas voltadas a competências digitais, economia criativa e outras formações livres, com certificação. Por fim, para os jovens cujas trajetórias se afastam do emprego formal, o MTE dispõe de instrumentos de apoio à economia solidária e ao empreendedorismo coletivo, incluindo o CADSOL, que oferecem orientação e ferramentas para iniciativas alternativas de geração de renda e inclusão produtiva.

8.1  O Problema Central: Baixa Conversão Territorial das Políticas

A despeito da abrangência e da qualidade desse portfólio, dados da PNAD Contínua/IBGE evidenciam que as taxas de desocupação nas faixas de 14 a 17 e de 18 a 29 anos permanecem estruturalmente superiores à média nacional, mesmo com a melhora dos indicadores agregados registrada em 2025. A raiz do problema não é a ausência de políticas, mas a baixa conversão territorial dessas iniciativas em acesso efetivo pela população jovem.

Essa lacuna decorre de um conjunto de fatores que se reforçam mutuamente. A fragmentação informacional é o primeiro deles: as políticas estão distribuídas em múltiplos canais 4 postos presenciais, sites, aplicativos e plataformas 4, cada um com sua linguagem, seus requisitos e seus fluxos de acesso, tornando o percurso institucional opaco e difícil de navegar. Somam-se a isso as assimetrias de letramento digital e institucional: jovens em situação de vulnerabilidade frequentemente desconhecem as rotas disponíveis e não conseguem transitar entre os canais sem orientação qualificada. Há ainda os custos de acesso desproporcionais 4 de deslocamento, conectividade, usabilidade e burocracia 4 que recaem de forma desproporcional sobre os jovens nos territórios de maior vulnerabilidade. O resultado é a subutilização sistemática de serviços e programas que foram concebidos exatamente para esse público, perpetuando a exclusão justamente onde a intervenção pública deveria ser mais efetiva.

8.2  A Solução Proposta: Rede Nacional de Agentes Territoriais

Diante desse diagnóstico, a criação de uma Rede Nacional de Agentes Territoriais de Trabalho e Juventude, coordenada pelo IFRN e apoiada pelo MTE, configura-se como resposta organizacional eficaz. Ao posicionar agentes qualificados diretamente nos territórios, o projeto reduz as assimetrias informacionais que hoje limitam o acesso dos jovens às políticas disponíveis, amplia a capilaridade do MTE mediante presença ativa onde os jovens estão, garante coerência comunicacional padronizada em todas as 27 Unidades Federativas e, por fim, produz dados sistematizados que permitem ao Ministério gerir suas políticas de juventude com base em evidências territoriais concretas.

 

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