A Educação brasileira, na atualidade, rompe com o paradigma de “conformidade” do futuro profissional ao mundo do trabalho. Disciplinar-se, obedecer, respeitar a normas já estabelecidas são condições que, para a inclusão social, perdem relevância diante das novas exigências que a realidade põe, levando-se em conta o desenvolvimento tecnológico e social. Vamos ter agora uma sociedade, originada da revolução tecnológica e de suas variantes na produção e na área da informação, com aspectos seguros a uma educação direcionada a uma autonomia que precisa de alcance. Passa-se a priorizar num novo modelo de educação inclusiva o papel das competências cognitivas e culturais, dado que estas, para o pleno desenvolvimento humano, coincidem com o que se espera desse novo ser aprendiz, sedento de saber e fazer. Competências almejadas pelo aprendiz para o seu desenvolvimento se avizinham daquelas que são urgentes para a sua inserção no processo produtivo. A capacidade de abstrair, o desenvolvimento do pensamento sistêmico, diferentemente da compreensão parcial e fragmentada dos fenômenos, da criatividade, da curiosidade, da capacidade de encontrar inúmeras soluções para um problema, aprender a divergir, a trabalhar em equipe, disposição para procurar e aceitar críticas, arriscar-se, se necessário, desenvolver o pensamento crítico, saber comunicar-se, ter capacidade de buscar conhecimento. São competências que precisam estar presentes na dimensão social, cultural, nas atividades políticas e sociais em sua totalidade e que vão ajudar o aprendiz no exercício de sua cidadania num Estado Democrático de Direito.
Sincronizado em 20/05/2026 às 04:12 (há 8 horas, 39 minutos)