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Instituições potiguares unem-se em prol da pesquisa espacial com projeto Golds: Constelação Potiguar

Colaboração entre instituições busca promover desenvolvimento sustentável e pesquisa científica avançada

Publicada por Max Praxedes em 10/06/2024 Atualizada há 1 mês, 1 semana

Na sexta-feira, dia 7 de junho, representantes do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) estiveram na Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para apresentar para uma discussão de estratégias de operacionalização e apresentação do projeto "Golds: Constelação Potiguar".

O encontro destacou as estratégias de cooperação entre o IFRN, a UFRN, o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), marcando um momento de reflexão e planejamento para o desenvolvimento de novas tecnologias e avanços na pesquisa científica e na tecnologia espacial.

Pelo IFRN, marcaram presença o reitor do Instituto, professor José Arnóbio; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Avelino Neto; a pró-reitora de Extensão, Samira Delgado; e os professores Moisés Souto e Paula Santos. Pela UFRN, estiveram presentes o reitor Daniel Diniz; o vice-reitor, Henio Miranda; e os professores Ângela Paiva, Douglas do Nascimento, José Henrique e Francisco Vidal. Também participaram o diretor-presidente do PAX, Olavo Oliveira; a coordenadora técnica de projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação do PAX, Synara Cavalcanti; e o coronel Maurício Alcântara, ex-comandante do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno da Força Aérea Brasileira.

Golds - Constelação potiguar (2024)

De acordo com o professor Moisés Souto, o Constelação Potiguar surgiu da experiência do Inpe, em parceria com o IFRN, na coleta de dados meteorológicos por satélite. O projeto evoluiu para a proposta de lançamento de 12 nanossatélites, cuja coleta de dados a partir de bases terrestres (fixas ou móveis) possui aplicações que vão desde o monitoramento ambiental até outras áreas de interesse socioeconômico, como o controle da desertificação e a pesca oceânica.

"Estamos unindo forças com instituições como IFRN, UFRN, Inpe e PAX para criar a primeira constelação de CubeSats potiguares, com o objetivo de transformar Natal em um polo de inovação espacial. Baseado no sistema de coleta de dados ambientais do Inpe e em uma década de desenvolvimento tecnológico conjunto com o IFRN, fortalecido pela cooperação internacional discutida no UN/Brazil Symposium de 2018, o projeto 'Golds: Constelação Potiguar' não é apenas uma missão tecnológica, mas um movimento colaborativo. Estamos propondo as fundações para o desenvolvimento de um ecossistema robusto de pesquisa, desenvolvimento e formação de mão de obra qualificada, posicionando o Rio Grande do Norte na vanguarda da ciência e tecnologia espacial", explicou Moisés.

O reitor do IFRN, professor José Arnóbio, enfatizou a importância dessa parceria, afirmando que a cooperação entre as instituições é crucial para maximizar os benefícios das tecnologias emergentes: "A partir dessa discussão, ficou evidente que estamos no caminho certo e temos a oportunidade de dar passos gigantescos rumo à concretização desse projeto como uma referência na área aeroespacial. É uma grande satisfação testemunhar a apresentação do projeto 'Golds: Constelação Potiguar', que representa um marco na pesquisa científica e tecnológica no Brasil. A cooperação entre IFRN, UFRN, PAX e Inpe é crucial para o desenvolvimento sustentável e a geração de dados via satélite, essenciais para compreendermos melhor nosso planeta", disse.

Golds - Constelação potiguar (2024)

Projeto Golds

O projeto Golds (Global Open CoLlecting Data System) é uma constelação colaborativa baseada em CubeSats, focada no monitoramento ambiental. A iniciativa surgiu da expertise do Inpe na coleta de dados meteorológicos por satélite e da dedicação do IFRN no desenvolvimento de tecnologias avançadas nos segmentos solo, usuário e espacial, incluindo os sistemas Samanaú.PCD, Samanaú.TX, Samanaú.WEB e a modernização da Estação Multimissão de Natal do Inpe.

Nos últimos anos, o IFRN, em colaboração com a UFRN, PAX e outras instituições potiguares, tem trabalhado para transformar essa visão em realidade. A proposta envolve a construção de uma constelação internacional de CubeSats, plataformas de coleta de dados e estações terrestres, que operarão de forma colaborativa para garantir um fluxo contínuo de dados ambientais básicos para diversas nações.

"A construção da Constelação Potiguar é um esforço coletivo que requer a união e colaboração de diversas instituições. Através dessa sinergia, será possível não apenas avançar na pesquisa e inovação tecnológica, mas também formar mão de obra altamente qualificada e fomentar o desenvolvimento socioeconômico da região", finalizou o professor Moisés Souto.

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Projeto
Inovação
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Tecnologia espacial
Constelação potiguar

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