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Diálogos Freirianos

Chega ao fim o I Seminário da Cátedra Paulo Freire RN

Seminário reuniu experiências educativas e reflexões sobre o legado de Paulo Freire

Publicada por Joao Eduardo em 11/09/2026 Atualizada em 11 de Setembro de 2026 às 17:15

O I Seminário da Cátedra Paulo Freire RN chegou ao fim após dois dias de atividades dedicadas ao diálogo, à apresentação de experiências e à reflexão sobre diferentes dimensões do pensamento de Paulo Freire. A programação foi concluída com a Caminhada da Resistência, que levou participantes a espaços de Natal relacionados à memória política e social da cidade.

Diálogos e experiências freireanas

O segundo dia do seminário teve início com a palestra dialogada “A construção do currículo a partir da realidade: a experiência da Escola Estadual Marta Pernambuco”, realizada pelo GEPEM/UFRN e mediada pela professora do IFRN Aparecida Fernandes. A atividade discutiu a construção curricular a partir da realidade vivenciada no espaço escolar.

Imagem: Rejane Barros (Coedih - Reitoria)
Imagem: Rejane Barros (Coedih - Reitoria)

A programação também contou com os “Diálogos freireanos”, momento destinado à apresentação de trabalhos organizados em seis grupos temáticos. As discussões abordaram a educação antirracista; as práticas de educação popular e de alfabetização; as práticas artístico-culturais; o ensino superior; a inclusão escolar; e os direitos humanos, gênero e diversidade.

Encerrando as atividades do segundo dia, a professora da Ufersa Ana Aires, apresentou a conferência “O Memorial Paulo Freire: Museu, Centro de Formação e Cultura”, com mediação da professora do IFRN Izanny Brito. A atividade destacou a proposta do Memorial como espaço dedicado à preservação da memória e à formação a partir do pensamento freireano.

Vivências e Caminhada da Resistência

O último dia foi dedicado aos Círculos de Vivências Freireanas, que reuniram quatro temáticas: educação antirracista; práticas de educação popular e ensino superior, com o tema “Experiências e relações dialógicas com as comunidades”; práticas artístico-culturais, com a “Cenopoesia como prática libertadora na educação”; e processos de alfabetização, com os “Círculos de Reflexão Paulo Freire”.

A programação contou ainda com a mesa redonda “Experiência de Alfabetização Mãos Solidárias (MST)”, mediada pela pedagoga do IFR Rejane Bezerra Barros. A atividade trouxe para o seminário a discussão sobre experiências de alfabetização vinculadas à educação popular.

Imagem: Rejane Barros (Coedih - Reitoria)
Imagem: Rejane Barros (Coedih - Reitoria)

O encerramento teve ainda um cortejo para o almoço, com participação do artista potiguar Zé Reeira. Na parte da tarde, os participantes se concentraram para a Caminhada da Resistência, guiada pelo professor da Universidade Popular/DHNET Rômulo Sckaff.

Uma leitura crítica da história de Natal

A caminhada propôs uma leitura crítica da história de Natal a partir dos espaços, personagens e acontecimentos que nem sempre ocupam lugar de destaque na narrativa oficial da cidade. O percurso partiu da pergunta: “Quem escolhe qual história será contada?”.

Imagem: Rejane Barros (Coedih - Reitoria)
Imagem: Rejane Barros (Coedih - Reitoria)

Entre os locais abordados estiveram o antigo 21º Batalhão de Caçadores, o Grande Ponto, a Casa do Estudante e a Praça Vermelha. O trajeto também recuperou acontecimentos como a Insurreição de 1935 e a Revolução de 1817, além da participação de estudantes, trabalhadores e movimentos populares na construção da história da cidade.

Um dos pontos destacados foi a presença de Nilo Peçanha na história da educação profissional brasileira. Primeiro e único presidente negro do Brasil, Peçanha foi responsável pela criação das Escolas de Aprendizes Artífices, instituições que deram origem à atual Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A abordagem chamou atenção para a ausência de seu nome em determinados recortes da narrativa histórica oficial.

Palavras-chave:
IFRN CTC Reitoria Paulo Freire

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