Bens Culturais
Campus Parnamirim realiza Workshop de Iniciação do Projeto Integrar
Evento focou o desenvolvimento e aperfeiçoamento de sistemas do Instituto Brasileiro de Museus
Publicada por Jose Nascimento em 22/05/2026 ― Atualizada em 22 de Maio de 2026 às 16:07
Iniciar as atividades de integração de sistemas, dados e processos no contexto do Inventário Nacional de Bens Culturais Musealizados (INBCM). Com esse propósito, foi realizado no Campus Parnamirim do IFRN, de segunda a quarta-feira (18 a 20/5), o Workshop de Iniciação do Projeto Integrar. A iniciativa é coordenada pelo Laboratório de Pesquisa em Redes e Sistemas Computacionais (Nocs Lab) do campus em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Museu Paulista da Universidade de São Paulo (MP-USP) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern).
Durante os três dias, foram desenvolvidas atividades institucionais e técnicas com o objetivo de promover o alinhamento entre as equipes e estruturar as bases para a execução do projeto. Apresentações, sessões, oficinas de modelagem de processos curatoriais e atividades orientadas à definição da integração entre as plataformas compuseram a programação do workshop. O grupo também participou de duas ações externas para conhecer os acervos do Museu de Ciência e Tecnologia do RN, no município de Jundiá, e do Centro Cultural Trampolim da Vitória (CCTV), em Parnamirim.
“Como as equipes trabalham o tempo todo de forma online, seminários como esse são importantes para que todos possam se encontrar presencialmente. É um momento voltado para o alinhamento e detalhamento das metas do projeto nessa nova etapa”, avalia a curadora do MP-USP, professora Solange Ferraz.

Parceria
Este é o terceiro projeto desenvolvido a partir da parceria entre o IFRN e o Ibram. Outros dois trabalhos já estão integrados às atividades do instituto. O projeto INBCM foi concebido para aperfeiçoar o registro, a atualização e a gestão dos bens culturais integrantes dos museus brasileiros. Já o Obatalá teve como finalidade a gestão de processos para fortalecer o ciclo curatorial, ampliar a acessibilidade às informações e facilitar a colaboração entre instituições museológicas brasileiras.
Nesta nova etapa, as atividades estão orientadas à produção de insumos para os produtos previstos no projeto Integrar, incluindo um modelo de catalogação, estratégia de integração via API (Application Programming Interface), evolução do sistema Obatalá e sua adaptação ao Tainacan — plataforma de referência para gestão e publicação de acervos culturais e científicos, incluindo museus, bibliotecas e arquivos.

“A importância dessa parceria é trazer a academia para dentro dos museus, estabelecendo o debate e o diálogo, criando sinergia e interoperabilidade nas ações e nos processos a serem executados visando o campo museal brasileiro”, pontua o coordenador de acervos do Ibram, Ricardo Rosa.
O chefe da divisão de tratamento e difusão técnica de acervos do instituto, Elder de Andrade, também destaca a relevância da parceria. “O Nocs tem sido fundamental para o desenvolvimento do INBCM. Nosso campo carece bastante dessas ferramentas e, assim, essa parceria junto com o IFRN é fundamental para o desenvolvimento e implementação desse sistema”, comenta. “A parceria com o IFRN tem nos ajudado a trocar informações das melhores práticas de desenvolvimento, e isso está nos ajudando no dia a dia para entregar as ferramentas”, complementa o coordenador de tecnologia da informação do Ibram, Marcos Sigismundo.
Resultados
De acordo com o coordenador do Nocs, professor Diego Pereira, o workshop cumpriu sua meta no sentido de consolidar elementos técnicos e organizacionais necessários para o início da execução do projeto, com foco na integração entre processos curatoriais, dados estruturados e sistemas envolvidos.
“O Integrar foi importante para destacar todos os resultados alcançados nas primeiras fases do projeto, que foram compostas pelas iniciativas do INBCM e do Obatalá, e a partir disso traçar os novos desafios que o Nocs Lab vai contemplar nessa terceira etapa”, explica Diego, que também enfatiza a importância do encontro presencial das equipes. “Foi um momento de integração, troca de experiências, feedbacks e, principalmente, construção de perspectivas futuras sobre o que esse projeto precisa contemplar para alcançar a expectativa tanto do Ibram quanto da sociedade como um todo", conclui.

Nota: O texto desta matéria é de autoria de Thales Lago, jornalista e servidor do Campus Natal-Centro Histórico do IFRN.