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Napne fortalece inclusão e reforça permanência escolar no Campus Nova Cruz

Com suporte especializado, o núcleo promove autonomia por meio de adaptações pedagógicas e acolhimento humano

Publicada por Myrtthes Almeida em 05/05/2026 Atualizada em 5 de Maio de 2026 às 11:55

Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas / Foto: Conceição Soares
Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas / Foto: Conceição Soares

Com o objetivo de melhorar as condições de ensino e garantir que os estudantes concluam seus cursos com êxito, o Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne) desenvolve um trabalho contínuo que une suporte técnico-pedagógico e acolhimento humano. Atualmente, o Campus Nova Cruz do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) possui cerca de 44 alunos matriculados que declaram possuir alguma necessidade educacional específica. Desse total, o Napne oferece atendimento especializado direto a 12 estudantes, que contam com acompanhamento diário da equipe especializada.

Um dos diferenciais do suporte oferecido é a sala de apoio do Napne, um ambiente de suporte fundamental onde os alunos realizam provas e tarefas em local silencioso, acessível e adequado às suas necessidades. Atualmente, a equipe é formada pela coordenadora e assistente social Suzérica Mafra, pela vice coordenadora professora Aline Patrícia, uma psicopedagoga, uma assistente educacional inclusiva e uma ledora.

Desafios estruturais e atitudinais

Atendimento na sala do Napne / Foto: Conceição Soares
Atendimento na sala do Napne / Foto: Conceição Soares

A promoção de uma educação plenamente inclusiva enfrenta obstáculos que vão além da sala de aula. Segundo a coordenadora Suzérica Mafra, os principais desafios estão relacionados à composição e à capacitação das equipes. "Acredito que o primeiro desafio é estrutural e orçamentário: precisamos de mais recursos pra contratação de profissionais, aquisição de materiais e realização de capacitações. Isso é uma realidade coletiva de todos os campi do IFRN no Rio Grande do Norte", explicou.

Além das questões financeiras, o Napne trabalha para combater barreiras atitudinais, como o preconceito e o capacitismo. Conceição Soares, psicopedagoga no Campus Nova Cruz, relata que "muitas vezes esbarramos em barreiras de preconceitos, mas o núcleo desenvolve ações permanentes na comunidade escolar para minimizar essas dificuldades".

A voz do estudante: autonomia e aprendizado

Para os alunos atendidos, o impacto do núcleo é percebido diretamente no desempenho escolar. Samuel Lindolfo, aluno do Curso Técnico Integrado em Informática, relata que conheceu o Napne por meio de orientações de professores e da equipe pedagógica. Para Samuel, o suporte recebido vem sendo determinante para sua jornada acadêmica: “o Napne contribui muito para o meu desenvolvimento, oferecendo apoio pedagógico, acompanhamento e adaptações que facilitam minha aprendizagem”, destaca. O estudante conta ainda que, com esse auxílio, consegue ter mais autonomia e sentir-se plenamente incluído no ambiente escolar.

Impactos na vida e no futuro

O trabalho do Napne não se limita ao desempenho acadêmico, refletindo diretamente no desenvolvimento de habilidades sociais e na preparação para o mercado de trabalho. O acolhimento estende-se também às famílias e aos servidores, por meio de orientações e capacitações. Para a psicopedagoga Conceição Soares, "ver esses alunos superarem suas limitações e serem incluídos na comunidade escolar é gratificante. Não aprimoramos apenas habilidades educativas, mas habilidades sociais que os tornam mais inseridos na vida cotidiana". Para a equipe do Napne, a inclusão é um caminho contínuo e essencial para que o IFRN cumpra sua missão social e educacional.

Apresentação de alunos atendidos pelo Napne / Foto: Conceição Soares
Apresentação de alunos atendidos pelo Napne / Foto: Conceição Soares

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