OBR
Entre circuitos e desafios, robôs ocupam as quadras do Campus Natal-Central
Etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica acontece nos dias 12 e 13 de setembro e reúne estudantes dos ensinos Fundamental e Médio em provas que aproximam tecnologia, criatividade e resolução de problemas
Publicada por Romana Xavier em 08/09/2026 ― Atualizada em 8 de Setembro de 2026 às 22:22
Nas quadras, os próximos passos não serão dados apenas por atletas. Nos dias 12 e 13 de setembro, sensores, motores, códigos e muita criatividade entram em cena no Campus Natal-Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), que recebe a etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR).
Durante os dois dias, estudantes dos ensinos Fundamental e Médio colocarão à prova robôs construídos e programados para enfrentar diferentes desafios. De um lado, máquinas transformam movimentos em performances que aproximam arte e tecnologia. Do outro, percorrem terrenos, desviam de obstáculos e procuram vítimas em cenários que simulam situações de desastre.
São as modalidades de robótica artística e robótica de resgate, que ocuparão as quadras do Campus e apresentarão ao público diferentes possibilidades da robótica educacional.
Quando a tecnologia entra em cena
Na robótica artística, códigos, motores e sensores tornam-se parte de uma apresentação. As equipes desenvolvem performances nas quais os robôs podem dançar, participar de encenações teatrais, interagir e integrar produções visuais e sonoras.
Nesse espaço, a tecnologia deixa de ser apenas ferramenta e passa a compor a linguagem utilizada pelos estudantes. Para colocar uma apresentação em movimento, as equipes precisam articular conhecimentos de programação e robótica com criatividade e planejamento.
O resultado poderá ser acompanhado pelo público durante as apresentações da modalidade nos dois dias de evento.
Robôs diante do inesperado
Se na modalidade artística os robôs entram em cena, na competição de resgate eles encontram um caminho marcado por obstáculos.
As equipes programam seus equipamentos para percorrer cenários que simulam situações de desastre. Durante o trajeto, os robôs precisam avançar por terrenos desafiadores, superar obstáculos e, ao final, localizar e resgatar vítimas.
Há, porém, uma característica que torna o desafio ainda maior: os robôs da OBR são autônomos.
Isso significa que, depois de iniciada a prova, não há controle remoto conduzindo seus movimentos. Diante dos desafios encontrados pelo caminho, os equipamentos precisam agir a partir da programação desenvolvida previamente pelas equipes.
Assim, cada movimento observado na arena é também resultado de uma sequência anterior de escolhas: projetar, programar, testar, identificar erros e buscar novas soluções.
Para além das arenas
A programação não ficará restrita às competições. Durante a etapa estadual, o Campus também contará com estandes interativos de laboratórios do IFRN e de patrocinadores.
Os visitantes poderão conhecer tecnologias e projetos relacionados à robótica, impressão 3D, inteligência artificial e outras inovações associadas à indústria 4.0.
Os espaços ampliam a programação para além das provas e possibilitam ao público conhecer algumas das tecnologias e aplicações que fazem parte desse campo.
A realização da etapa estadual também cria um ambiente de encontro entre estudantes, visitantes, entusiastas e pessoas ligadas à área de robótica, tendo como ponto comum o interesse pela ciência e pela tecnologia.
Ciência construída em equipe
Por trás de cada robô que chega à arena há também um processo coletivo. A preparação para os desafios envolve planejamento, divisão de tarefas, programação, testes e resolução de problemas.
A Olimpíada Brasileira de Robótica trabalha, dessa forma, com conhecimentos técnicos associados a habilidades como criatividade, pensamento crítico e trabalho em equipe.
A etapa estadual da OBR no Rio Grande do Norte conta com apoio do IFRN, do Campus Natal-Central, da RobôCiência, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Nos dias 12 e 13 de setembro, as quadras do Campus Natal-Central mudam de configuração. Por algumas horas, linhas e espaços esportivos dividirão lugar com circuitos, sensores e obstáculos. E, entre códigos escritos por estudantes e máquinas programadas para decidir seus próprios movimentos, a robótica será o ponto de encontro entre conhecimento, criação e desafio.
- Palavras-chave:
- Tecnologia Criação Robótica IFRN OBR Desafios CNAT Competição