Portal Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Norte

Educação, Ciência, Cultura e Tecnologia em todo o Rio Grande do Norte

Projeto de Pesquisa

As crenças docentes a respeito da criatividade no contexto escolar

Concluído

A criatividade, apesar de se constituir em elemento relevante na formação educacional, é só na década de 1960 com J. Guilford que ela foi discutida cientificamente e passou a ser elemento de referência nesse contexto. Para tanto, ao longo de todas essas décadas até meados do século XXI, a criatividade apresentava uma polissemia conceitual. Para efeitos dessa polissemia, podemos visualizá-la sob uma concepção tradicional em que tal potencialidade seria decorrente de fatores apenas mentais e outra perspectiva contextual em que os fatores biológicos e culturais eram determinantes no desenvolvimento da criatividade. Já na atualidade, com a teoria da subjetividade, a criatividade é pensada a partir de uma interação entre os fatores de ordem biológica e cultural, mas avança no tocante a tese de que os sujeitos são singulares e com isso, seria um erro crucial visualizarmos a questão da criatividade apenas pelos fatores supracitados, pois, a subjetividade será a grande responsável do desenvolvimento ou não da criatividade, visto que deveríamos relativizar esse processo de acordo com as subjectividade e, principalmente, irmos de encontro a busca pelos estereótipos de processos pedagógicos criativos, de caracterização do perfil de um sujeito criativo porque tais características dependerá muito da relação de cada sujeito em tais processos. Além da polissemia conceitual da criatividade entendemos que a depender das crenças dos docentes ou futuros docentes também é um elemento relevante nas discussões sobre a criatividade, justamente porque podemos ter professores e crenças variadas sobre a temática em questão e além disso, faz-se necessário estudar de quais crenças estamos discutindo e o lugar delas nas concepções desses profissionais. Diante do exposto, o objetivo geral desta pesquisa consiste em discutir a respeito das crenças dos candidatos a docência sobre a criatividade e o lugar das práticas educativas criativas no contexto escolar. Como questão de pesquisa, tem-se a seguinte: o que pensam e qual é o modelo predominante das crenças dos candidatos a professores portugueses a respeito do lugar da criatividade nas práticas educativas? O referencial teórico principal que utilizaremos, a priori, perpassa por Mitjáns Martinez (2002) com a teoria da subjetividade no campo da criatividade; Barcelos (2003); Marcelo García (1999) De La Torre (2002), Nakano, Fusari e Batagin (2020) e Bernedeck, Bruckdorfer e Jauk, (2020) que trata da criatividade cotidiana com o objetivo de desmistificar as ideias cristalizadas de que o sujeito criativo já nasce com esse "dom" ou que para ele ser criativo dependerá exclusivamente de práticas educativas criativas o que não concordamos pelo exposto e por não entendermos que somente as inter-relações entre os fenômenos biopsicossociais nesse processo e a apresentação de modelos de aulas criativas serão suficientes para compreendermos esse potencial complexo assim como o fenômeno educativo e como afirmam Nunez e Pinheiro de Melo (2020),  desconsiderar as crenças dos docentes nesse contexto é reduzirmos a nossa compreensão sobre a criatividade e como desenvolve-la. Em termos metodológicos, utilizaremos de uma pesquisa aplicada de natureza quanti-quali com objetivos exploratórios e explicativos e a pesquisa de campo como método científico. Para a recolha dos dados da pesquisa utilizaremos de um questionário em escala Likert e as técnicas de análises de dados será tanto proveniente de análises estatísticas (média, desvio padrão e Análise de Componentes Principais - ACP) e no tocante a questão qualitativa utilizaremos a Análise de Conteúdo - AC de Bardin. Assim sendo, pretendemos com essa pesquisa aprofundarmo-nos na questão das crenças sobre a criatividade dos futuros docentes com o intuito de propiciar as suas formações discussões a respeito da importância da criatividade na formação estudantil e porque não dizer da formação docente também e, sobretudo, ao objetivarmos a caracterização das crenças podemos nos situar melhor em relação ao contexto desses futuros docentes e o que é mais predominante em suas crenças como ponto de partida na temática citada.

Palavras-chave: criatividade. crenças docentes. educação.

Projeto importado do Suap em 12/02/2026 às 04:41 (há 16 horas, 6 minutos)