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Projeto de Pesquisa

Avaliação de dois modelos de bioensaio e análise fitoquímica para identificação do potencial tóxico de plantas nativas e introduzidas na Caatinga presentes na mesorregião do Alto Oeste Potiguar do Rio Grande do Norte para abelhas Apis mellifera L.

Concluído

No bioma Caatinga existe uma grande variedade de plantas nativas e introduzidas que apesar de serem de grande importância como plantas forrageiras, fazem parte do grupo de plantas tóxicas. Estas plantas produzem substâncias que as protegem do ataque de vírus, bactérias e da herbivoria. Tais substâncias, apesar de restringirem as atividades das abelhas em campo, apresentam grande importância, pois são alvos de pesquisas nas áreas químicas e biológicas a partir da fabricação de fármacos. O objetivo deste trabalho é avaliar o grau de toxicidade do macerado de folhas, flores e pólen destas plantas em abelhas operárias Apis mellifera L. sob condições controladas e obter extrato etanólico destas partes para realização de testes fitoquímicos (testes para fenóis e taninos, testes para antocianinas, antocianidinas, flavonóides, testes para leucoantocianidinas, catequinas, flavononas e testes para alcaloides) na tentativa da descoberta de compostos potencialmente tóxicos. O trabalho consistirá em etapas de coleta de material vegetal e análise laboratorial. O material coletado será identificado através de análise comparativa e através da utilização de chaves dicotômicas. A condução dos bioensaios será realizada no Laboratório de Biologia do Campus Pau dos Ferros-RN. Os quadros de cria serão apanhados do apiário do campus e as abelhas recém-emergidas serão coletadas e distribuídas em conjunto de 20 insetos por caixa de madeira em três repetições: três tratamentos + controle no bioensaio 01, onde a dieta pastosa (dieta energética) é misturada com a planta potencialmente tóxica e água ad libitum; e três tratamentos + controle negativo e positivo no bioensaio 02, no qual as operárias terão à sua disposição xarope de água com açúcar(dieta energética líquida), água e o triturado de plantas potencialmente tóxico ad libitum.. As caixas foram acondicionadas em estufa tipo B. O. D com temperatura ajustada a +34º C e 67% de umidade. A preparação do extrato e os testes fitoquímicos acontecerão no Laboratório de Química Orgânica do IFRN campus Pau dos Ferros. Esses testes serão realizados utilizando-se soluções ácidas ou básicas e observando a mudança de coloração no respectivo extrato testado. Após os resultados obtidos, novos procedimentos de análise fitoquímica serão aplicados ao extrato com intuito de se obter compostos orgânicos bioativos. O resultado da análise estatística será obtido na comparação entre as concentrações do tratamento e do grupo controle utilizando o teste não paramétrico Log Rank Test, na comparação das curvas de sobrevivência e o método de Kaplan-Meier para construção dos gráficos. É esperado que abelhas alimentadas pela mistura do “cândi’’ com o pó das plantas ou pó oferecido sem misturar ao “cândi’, terão um índice de mortalidade superior às abelhas alimentadas apenas pelo “cândi’’ ou dieta energética líquida. Este fato ocorrerá devido às substâncias tóxicas presentes na planta. O resultado dos testes fitoquímicos positivos serão observados e realizadas pesquisas na literatura para verificar a relação da presença destes compostos e sua potencialidade tóxica para as abelhas ou outros insetos sociais.

Projeto importado do Suap em 13/08/2026 às 03:11 (há 14 horas, 10 minutos)