As tartarugas marinhas desempenham um papel ecológico essencial nos ecossistemas costeiros e marinhos, mas enfrentam sérias ameaças, especialmente em função da poluição por resíduos sólidos, como os microplásticos (MPs). No Brasil, cinco das sete espécies conhecidas utilizam o território costeiro para forrageamento e reprodução, e muitas estão listadas como ameaçadas de extinção. Dentre os impactos mais recentemente descobertos está a possível transferência de microplásticos da mãe para os ovos, representando uma herança de poluição antes mesmo da eclosão. Este projeto propõe investigar a presença e a composição de microplásticos em ovos não eclodidos de tartarugas marinhas e em sedimentos das câmaras de incubação na praia de Cabo de São Roque, no Rio Grande do Norte, além de caracterizar os resíduos de diferentes zonas da praia. Serão aplicados protocolos de extração, identificação e caracterização de microplásticos baseados em metodologias já consolidadas na literatura, incluindo o protocolo NOAA para análise de sedimentos. Os dados obtidos serão organizados e submetidos a análises estatísticas, permitindo comparar a abundância e os tipos de microplásticos entre diferentes zonas da praia e entre as matrizes ambientais analisadas. Espera-se obter dados inéditos sobre a carga de microplásticos na praia de Cabo de São Roque, uma importante área de reprodução das tartarugas marinhas, contribuindo para o entendimento de suas fontes e possíveis impactos na reprodução das espécies e auxiliando na conservação de espécies e áreas protegidas.
Projeto importado do Suap em 25/06/2026 às 04:11 (há 15 horas, 45 minutos)