Avaliação do Potencial Redutor e Estabilizante de Extratos Vegetais da Caatinga na Síntese Sustentável de Nanopartículas de Prata (AgNPs)
Em execuçãoO projeto propõe a síntese verde de nanopartículas de prata (AgNPs) a partir de extratos aquosos de três plantas nativas da Caatinga — Aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva), Catingueira (Poincianella pyramidalis) e Jurema-preta (Mimosa tenuiflora) — como alternativa sustentável aos métodos tradicionais, que usam reagentes tóxicos e geram resíduos prejudiciais ao meio ambiente. A justificativa se baseia em dois desafios globais: o avanço da resistência microbiana a antibióticos e o impacto ambiental da nanotecnologia convencional. As plantas da Caatinga foram escolhidas por desenvolverem, em resposta às condições extremas do semiárido, um metabolismo secundário rico em compostos fenólicos e antioxidantes, conhecidos por sua capacidade de reduzir e estabilizar íons metálicos. O estudo prevê a preparação e padronização dos extratos, a quantificação de fenóis totais pelo método de Folin-Ciocalteu e a avaliação antioxidante pelo ensaio DPPH, seguidas da síntese das AgNPs com otimização de parâmetros como pH, proporção extrato/AgNO₃ e tempo de reação. As nanopartículas serão caracterizadas por técnicas como UV-Vis, FTIR, DRX e MEV-EDS. A expectativa é obter partículas esféricas, menores que 100 nm, estáveis e com atividade antimicrobiana superior à do extrato bruto, evidenciando o potencial biotecnológico da biodiversidade da Caatinga e contribuindo para uma nanotecnologia mais sustentável, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Projeto importado do Suap em 11/05/2026 às 04:46 (há 18 horas, 9 minutos)