Das matas, roças, jardins e quintais: diálogos e trocas de conhecimentos etnobotânicos e práticas do turismo de base comunitária entre Brasil e Moçambique
Em execução
a etnobotânica como estudo das inter-relações entre seres humanos e plantas, abrange uma diversidade de aspectos culturais, sociais, políticos, biológicos, econômicos e ambientais. A presente proposta tem como objetivo o diálogo entre territórios marcados pela resistência dos povos tradicionais e pela construção coletiva de alternativas ao modelo hegemônico de desenvolvimento. Nesse sentido, propõe-se o fortalecimento do intercâmbio acadêmico e comunitário entre Brasil e Moçambique, a partir de saberes etnobotânicos e práticas do turismo de base comunitária vivenciados por comunidades indígenas e quilombolas do litoral sul potiguar e pela comunidade do Tofo, situada na província de Inhambane, região com expressivo potencial turístico, em Moçambique. A proposta tem como eixo central a troca de saberes como caminhos de resistência, articulando os usos culturais das plantas nativas e exóticas existentes nas matas, roças, jardins e quintais domésticos nos contextos brasileiro e africano. Serão priorizadas informações sobre plantas utilizadas em práticas alimentares diversas e na elaboração de objetos culturais, como expressões da ancestralidade e do fortalecimento social desses territórios. Aspectos de forte interesse dos modelos de turismo comprometidos com o protagonismo comunitário, a preservação desses territórios e com a promoção de narrativas próprias, rompendo com lógicas de exploração cultural e econômica impostas às comunidades historicamente marginalizadas. Tais práticas constituem-se como saberes vivos, transmitidos pela oralidade e pela experiência cotidiana, que estruturam modos de vida sustentáveis e reafirmam identidades coletivas.
Projeto importado do Suap em 14/05/2026 às 15:01 (há 5 horas)