Este projeto investiga a construção e a desconstrução de personagens femininas nas obras “A Hora da Estrela” (1977), de Clarice Lispector, “Flor de Mulungu” (2023), de Conceição Evaristo, à luz dos conceitos do “Feminismo Decolonial”, da “Interseccionalidade” e da “Escrevivência”. Parte-se da hipótese de que tais narrativas operam, respectivamente, como dispositivos de inscrição e (re)inscrição da subalternidade feminina no contexto brasileiro, evidenciando tensões entre apagamento e reexistência. Fundamentado nas contribuições das pensadoras Françoise Vergès, Maria Lugones e Lélia Gonzalez, o estudo analisa como essas personagens são atravessadas por marcadores interseccionais de gênero, raça, classe e território. Assim, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter interpretativo, mobilizando o conteúdo e a análise discursiva crítica das obras para compreender os processos de invisibilização e reexistência de suas protagonistas. Por conseguinte, como desdobramento, propõe-se a sistematização de uma abordagem de leitura literária decolonial, contribuindo para uma renovação crítica dos estudos literários e para a consolidação de perspectivas comprometidas com epistemologias do Sul.
Projeto importado do Suap em 16/07/2026 às 03:11 (há 4 horas, 32 minutos)