O metanol (oriundo do gás natural derivado do petróleo) quando inserido de maneira fraudulenta com intuito de adulteração das bebidas, não apresenta coloração diferente, nem cheiro, nem cor, nem sabor avesso à bebida sem alteração; é muito difícil diferenciar o metanol do etanol pelo cheiro ou sabor. No entanto, o metanol é muito mais tóxico que o etanol, pois o corpo humano é menos eficiente em metabolizar o metanol do que o etanol e, além disso, gera metabólitos tóxicos. Após à ingestão, as enzimas hepáticas transformam os subprodutos do metanol em ácido fórmico e afetam vários órgãos, produzindo hipóxia tecidual e acidose láctica. Os sintomas de envenenamento podem ocorrer com volumes menores de metanol (por exemplo, 60-240 ml) do que de etanol, porque o corpo é mais eficiente em decompor e eliminar o etanol do corpo. Em 2025, vários óbitos foram constatados no Brasil devido contaminação de metanol em bebidas destiladas, assim, vários estudos para testes rápidos foram discutidos e utilizados por órgãos competentes para precaução de novas ocorrências e a fiscalização se tornou maior na indústria de bebidas. No entanto, as pesquisas realizadas ainda tratam de substâncias químicas desconhecidas da população geral e difícil acesso, Neste sentido, o projeto propõe três rotas laboratoriais para detecção do metanol, no intuito de gerar uma quarta rota de melhor acesso à população e treinamento na comunidade IFRN com kits mais acessíveis. Assim, o projeto apresenta importância social, de saúde, industrial, bem como científica.
Projeto importado do Suap em 16/07/2026 às 03:11 (há 6 horas, 1 minuto)