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Projeto de Pesquisa

O CONHECIMENTO NOS SABERES DA TRADIÇÃO: DIÁLOGOS PARA A UMA VIDA SUSTENTÁVEL

Em execução

A educação deve ter como pressuposto ser um processo de construção do conhecimento dos sujeitos para a sua existência neste planeta. Essa existência envolve um conjunto de relações complexas dos sujeitos com o ambiente em que vive. A complexidade, aqui, é tomada no conceito Edgar Morin, onde todas as coisas estão articuladas de alguma forma, onde as relações dão-se na costura de uma teia em que os níveis de complexidade aumentam, na medida em que essas relações se constituem. Educar, nessa perspectiva, implica conhecer os princípios que regem essas relações e saber identificar que os limites nos sistemas complexos são fluidos, são transponíveis e que as possibilidades de se constituir como sujeitos dão-se na auto-eco-organizaçãoO projeto de pesquisa de pós-doutorado abrange a análise das estratégias de pensamento utilizadas pela comunidade do Assentamento Esperança, em Upanema, Rio Grande do Norte, para a produção de conhecimento e sustentabilidade diante dos desafios das mudanças climáticas. A pesquisa se alinha aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente aos de números 2, 4 e 15, que tratam da educação para a sustentabilidade, da agricultura sustentável e da proteção dos ecossistemas terrestres. A base teórica do estudo inclui as propostas de Serge Latouche sobre o “decrescimento”;  de Edgar Morin, a respeito do conhecimento pertinente; de José Henrique Leff, sobre o diálogo de saberes; de Moacir Gadotti, que sugere "educar para uma vida sustentável" em vez de apenas para o desenvolvimento sustentável e, fundamentalmente de Maria Conceição Almeida, que defende a transição entre disciplinas para criar uma ética que integre ciência e tradição. O objetivo do estudo inclui identificar e documentar as práticas e conhecimentos locais, analisar o uso dos saberes tradicionais na agricultura e na conservação da biodiversidade, e discutir ações que integrem esses saberes às práticas de gestão ambiental. A metodologia da pesquisa será descritiva e exploratória, combinando levantamento de informações na própria comunidade e pesquisa bibliográfica. O projeto prevê viagens mensais ao assentamento entre novembro de 2025 e maio de 2026 para a realização de "aulas de campo com os saberes da tradição". Essas atividades, consideradas educação ambiental não formal segundo a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981), envolverão diálogos com os moradores e com a associação local.

Projeto importado do Suap em 18/03/2026 às 04:46 (há 10 horas, 29 minutos)