Os corpos hídricos no semiárido brasileiro apresentam uma hidrografia tipicamente de baixas vazões, com períodos de cheias sazonais. As características intermitentes das bacias hidrográficas provocam a necessidade permanente de planejamento na ocupação e uso do solo, visto que nos períodos de secas prolongadas, a supressão vegetal e exposição do solo aos processos erosivos se intensificam. Do mesmo modo, o assoreamento desses corpos hídricos tem provocado a redução nos volumes úteis de reservatórios (açudes e barragens). Nesse contexto, a compreensão atualizada do comportamento da supressão vegetal e das áreas de matas ciliares desmatadas e que apresentam condições de antropização mais críticas, torna-se uma ferramenta aliada ao planejamento para recuperação das áreas desmatadas. O processamento digital de imagens, associado a modelagem matemática de indicadores de perda de solo permitem diagnosticar e monitorar a evolução das zonas críticas de uma bacia hidrográfica de modo versátil e dinâmico. Nesse trabalho, pretende-se associar as técnicas de Normatização de Índices de Imagens de satélites Sentinel (NDVI), associado à equação universal de perda de solos (RUSLE) para que se perceba as regiões mais críticas de vegetação desmatada nos trechos médio e alto da bacia hidrográfica do Rio Potengi, no Rio Grande do Norte. Os produtos cartográficos gerados possuem caráter inovador e convergem para uma agenda de gestão de recursos hídricos do semiárido brasileiro, pautada a partir de políticas e programas públicos e de investigações científicas atualizadas desenvolvidas por outros centros de pesquisa.
Projeto importado do Suap em 22/07/2026 às 03:11 (há 18 horas, 9 minutos)