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Projeto de Pesquisa

Estudo da substituição parcial do agregado miúdo por resíduo de scheelita nas propriedades de argamassa autonivelante

Em execução

O aumento populacional e o desenvolvimento urbano intensificam a necessidade de novos materiais para a indústria da construção civil os quais sejam sustentáveis. Neste âmbito, tem-se a indústria mineral que é responsável pela grande geração de resíduos em seu processo produtivo, dentre eles o resíduo de scheelita característico da região de Currais Novos-RN. Para mitigar os impactos ambientais adversos dessa mineração, o presente estudo propõe utilizar o resíduo de scheelita em substituição parcial ao agregado miúdo para a obtenção de argamassas autonivelantes, e analisar o seu impacto sobre as propriedades físico-químicas, mecânicas e microestruturais das matrizes cimentícias no estado fresco e endurecido. Os percentuais de substituição de agregado miúdo pelo resíduo serão de 0%p. 50%p. e 75%p., para o traço de 1:2 e uso de aditivos químicos. Inicialmente, caracterizar-se-ão os materiais de partida através dos ensaios de massa específica, massa unitária, fluorescência de raios X (FRX), difração de raios X (DRX) e microscopia de eletrônica de varredura (MEV). No estado fresco, serão realizados os seguintes ensaios para a argamassa: mini slump test, mini funil V e retenção de fluxo; e, no estado endurecido, os ensaios de resistência à compressão axial e à tração na flexão, aos 7 e 28 dias, e absorção por capilaridade, aos 28 dias. Adicionalmente, irá analisar as propriedades estruturais (DRX) e microestruturais (MEV) das argamassas, após a cura aos 28 dias. Pretende-se com esse estudo obter argamassas com boa fluidez e coesão, mas com leve retenção de fluxo para a substituição de 75%p., porém ambas com características autonivelantes. No estado endurecido, as resistências à compressão e tração, aos 7 e 28 dias, com desempenho mecânico satisfatório para ambos os níveis de substituição. Com relação as análises microestruturais, pretende-se obter uma maior compacidade e homogeneidade, para os maiores tempos de cura e percentuais de substituição, assim como, as morfologias características dos produtos hidratados (CSH, etringita, portlandita) para as argamassas autonivelante. E, no DRX, a presença das fases C-S-H favorecer ao aumento das resistências quando comparado ao padrão (0% de resíduo). Assim, o estudo pretende mostrar o potencial do resíduo de scheelita como alternativa sustentável para argamassas autonivelantes.

Projeto importado do Suap em 19/03/2026 às 04:46 (há 8 horas, 27 minutos)