As ruas da cidade são espaços comuns por onde todas as pessoas têm acesso. No entanto, essas áreas de acesso livre a todos não satisfaz as necessidades com relação à infraestrutura de acessibilidade aos portadores de deficiência visual. As calçadas, além dos desníveis de altura e extensão, contêm diversos obstáculos que fornecem riscos em relação ao deslocamento, como placas, orelhões e as lixeiras que costumam alcançar a região do tronco. Apesar da sua extrema importância para os cegos, a bengala torna-se limitada quanto a segurança da área superior do corpo, além de não passar a informação da dimensão das barreiras encontradas no caminho, podendo causar acidentes. Como solução, o projeto Mirar propõe a utilização de um artefato como óculos que, por meio de circuitos eletrônicos, monitora a distância de obstáculos próximos à área superior do corpo, auxiliando a locomoção de portadores de deficiência visual e promovendo sua inclusão. Objetivou-se a melhoria da acessibilidade, segurança e independência. A princípio foi desenvolvido o protótipo com a finalidade de obter bases reais sobre o que incomodaria ou não o usuário em relação à forma física, os sinais do dispositivo compreendidos pelo cego e como reagiriam. Para isso, foram utilizados sensores de distância ultrassônico e transdutores piezoelétricos que emite bips repetitivos de frequência crescente em função da aproximação dos obstáculos. A central de controle utiliza o sistema microcontrolado arduíno para processamento dos dados. Os resultados obtidos sugerem a possibilidade de auxílio ao equipamento já utilizado – a bengala – tornando o deficiente visual menos vulnerável a acidentes, já que se trata de um problema relevante e que tem ingerência direta no cotidiano dos portadores de deficiência visual.
Projeto importado do Suap em 14/08/2026 às 03:11 (há 14 horas, 36 minutos)