MAPEAMENTO DA POPULAÇÃO TRANSGÊNERO PRETA, PARDA E INDÍGENA NA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU NOS ESTADOS DE RIO GRANDE DO NORTE, PARAÍBA E PERNAMBUCO
Em execuçãoA literatura aponta a dificuldade de acesso da população transgênera ao Ensino Superior de pós-graduação stricto sensu no Brasil. O fato se agrava quando à dissidência de gênero se soma o pertencimento das pessoas trans à população preta, parda ou indígena (PPI). Em face do exposto, este projeto estabelece como objetivo principal mapear a presença de estudantes transgêneros PPI nos cursos de mestrado e doutorado dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco. Especificamente, pretende-se (i) identificar a natureza jurídica (federal, estadual, municipal, privada ou comunitária) da Instituição de Ensino Superior (IES) em que se deu o acesso; (ii) verificar a existência de políticas de cotas para a população trans nessas IES; (iii) analisar em perspectiva interseccional as políticas de cotas, quando existirem. Teoricamente, recorre-se aos estudos de gênero e sexualidade, educação para as relações étnico-raciais e políticas afirmativas. A pesquisa adotará a abordagem qualitativa. Para a construção dos dados, será aplicado um formulário junto aos 393 programas do estado do Rio Grande do Norte (114), Paraíba(113), Pernambuco (166), para identificar a existência ou não de políticas de cotas, bem como os estudantes trans PPI matriculados; e (ii) junto aos coletivos e associações de pessoas trans, para mapear os estudantes trans PPI matriculados nos programas. Para a análise dos dados, será realizada a Análise Documental baseada na Análise do Discurso de perspectiva foucaultiana. Como resultado, espera-se produzir um mapa da inclusão das pessoas trans PPI na pós-graduação stricto sensu Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, cujo impacto, em médio e longo prazo, será o de permitir às IES a construção de políticas afirmativas voltadas à população em questão.
Projeto importado do Suap em 21/03/2026 às 04:46 (há 20 horas, 51 minutos)