DA SOCIDADE DISCIPLINAR À SOCIEDADE DE CONTROLE: MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO E NOVAS EXIGÊNCIAS PARA A FORMAÇÃO DOS TRABALHADORES
ConcluídoEsta pesquisa visa realizar uma reflexão sobre as transformações do mundo do trabalho, bem como das exigências feitas à formação dos trabalhadores e à escola em vista dos modelos de controle social adotados pelo ocidente nos últimos séculos. Para tanto, toma como referencial teórico os feitos de dois grandes filósofos modernos: Michel Foucault e Gilles Deleuze. Foucault analisou a sociedade disciplinar a qual tem seu início por volta do século XVIII, com a Revolução Industrial. Surge pela eminente necessidade empregar ordem e controle às massas populacionais complexas e difusas que se multiplicavam nos grandes centros urbanos. A principal característica da sociedade disciplinar era a inserção dos indivíduos em grandes meios de confinamento (escola, caserna, fábrica etc.). Nesses espaços realizava-se os processos de subjetivação, emergindo aí o sujeito moderno, isto é, um sujeito controlado, apto ao trabalho, um corpo dócil muito eficaz em termos produtivos, mas manso politicamente. Mas a sociedade disciplinar vem dando lugar à sociedade de controle abordada por Deleuze. Ela tem sua ascensão no final da 2ª Guerra Mundial, possibilitada, sobretudo, pelo desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação. A principal característica da sociedade de controle é o espalhamento do controle e da vigilância por todo o corpo social. Essa mudança de modelo social cria exigências específicas ao mundo do trabalho e, consequentemente, à formação do trabalhador. Esta pesquisa visa compreender essas relações.
Projeto importado do Suap em 23/03/2026 às 04:46 (há 22 horas, 1 minuto)