Relação saúde e educação na escola: investigação sobre o tema da Saúde Integral da Mulher no Ensino Médio
Em execuçãoA proposta de pesquisa apresentada "Relação saúde e educação: investigação sobre o tema da Saúde Integral da Mulher no Ensino Médio" é um desdobramento dos projetos de pesquisa "As Mulheres na 8ª Região de Saúde/RN: desafios para o combate à desigualdade de gênero na saúde", desenvolvido em parceria com o Campus Ipanguaçu no período de agosto de 2020 e maio de 2021 e o projeto "Indicadores sociais de saúde e trajetórias assistenciais de mulheres da 8ª região de saúde/RN (Assú)", vigente de de maio de 2021 a fevereiro de 2022. Os dois projetos avaliaram percursos de atendimento de mulheres, durante a gravidez, parto e e o puerpério, a partir de uma abordagem quantiqualitativa, considerando dados de atendimento do DataSus e entrevista com mulheres que receberam atendimento na 8ª Região de Saúde/RN. Os resultados das pesquisas apontaram para a necessidade de conscientização das mulheres sobre sua saúde, considerando uma dimensão ampla, integral e humana (STOTZ, 2007), já que foi frequente a não consciência de direitos e vários relatos de violência obstétrica na peregrinação por atendimentos. Diante dos inquietantes resultados buscamos responder a questão de como o tema Saúde Integral da Mulher é tratado no currículo escolar? Qual a percepção de estudantes do Ensino Médio a respeito da Saúde Integral da mulher e quais possibilidades transdiciplinares de inclusão/aprofundamento desse tema no currículo e na cultura escolar? Nosso objetivo é o de analisar como tema Saúde Integral da Mulher é tratado no currículo escolar, considerando a compreensão de estudantes do Ensino Médio a respeito da Saúde Integral da mulher e as possibilidades transdiciplinares de inclusão/aprofundamento desse tema no currículo e na cultura escolar. Defendemos o tratamento do tema na escola como transdisciplinar para enfatizar que a ideia homogeneizada do corpo vistas nos livros didáticos reforça uma visão andrógina e androcêntrica de ser humano e silencia as demandas de conscientização de meninas e mulheres a respeito de seus corpos e de suas possíveis escolhas. A escola não pode se furtar e estar alheia a tarefa de proteger mulheres e meninas da violências provocadas pela desigualdade de gênero instituída em nossa sociedade. É preciso defender e construir espaço mais plurais e que apontem para horizontes mais dignos e justos para mulheres. Nosso enfoque será o da relação educação e saúde pelas vias da educação popular e direitos humanos por Stotz (2007) e Gadotti (2019), a contribuição da Organização Mundial de Saúde sobre a concepção integral da saúde das mulheres, o debate feminista contemporâneo de oposição ao patriarcado com Saffioti (1997) e Federici (2021), além da crítica a respeito da construção histórica da biomedicina chancelando a desigualdade de gênero com Rohden (2001). A abordagem do estudo será a qualitativa (FLICK, 2013), com base na epistemologia fenomelógica (LIMA, 2014) e tipologia descritiva (GIL, 2019). Utilizaremos como procedimento a análise bibliográfica e documental, questionários e entrevistas coletivas (GIL, 2019), e a análise dos resultados se dará por meio da análise de conteúdo de Bardin (2011) e triangulação das concepções encontradas nas orientações curriculares. O público alvo da pesquisa serão escolas de Ensino Médio públicas da cidade de Currais Novos.
Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:46 (há 5 horas, 21 minutos)