Mapeamento grafemático em conversas no WhatsApp de adolescentes quartanistas
ConcluídoÉ possível que nunca se tenha usado tanto e tão frequentemente a escrita quanto na última década, graças, em grande medida, às redes sociais. Essa situação se acentuou sobremaneira no biênio passado devido à pandemia, que converteu muitas das atividades tradicionalmente presenciais, como a escola, em virtuais. Contudo, inversamente proporcional à dimensão desse fenômeno é a quantidade de estudos dedicados, na Linguística brasileira, a entender o funcionamento da escrita nos meios cibernéticos. É com essa seara investigativa que este projeto pretende contribuir ao examinar os usos gráficos em conversas de WhatsApp escritas por estudantes, em sua maioria adolescentes na iminência da fase adulta, do ensino médio integrado matriculados no 4º ano do IFRN Campus Natal-Zona Norte nos turnos matutino e vespertino. O projeto está alicerçado em pesquisas sobre a língua escrita, sobretudo Vachek (1989), Massini-Cagliari (2001), Cagliari (2001, 2015), Ramírez Luengo (2012), Morais de Melo (2018) e Morais de Melo e Silva (2021). O trabalho é bibliográfico e documental, possui uma orientação qualiquantitativa e segue ainda definições metodológicas da Linguística de Corpus (BERBER SARDINHA, 2000; MORAIS DE MELO, 2012, 2021), para a constituição do corpus linguístico, e da Sociolinguística Quantitativa (TARALLO, 2002), para a definição, dentro do corpus criado, das variáveis grafemáticas a serem investigadas e do controle das variantes. Os resultados serão apresentados estatisticamente, comparando-se o percentual de uso das variantes identificadas para cada variável concreta, a ser definida após exame prévio do corpus, e também cotejando a realidade grafemática do 4º ano com a que Morais de Melo e Silva (2021) observaram na escrita de adolescentes do 1º ano da mesma instituição. O projeto espera contribuir para o conhecimento da escrita dos jovens concluintes do ensino médio nas redes sociais, o que pode auxiliar a compreender o uso que eles fazem na rede desta que é uma das principais pedras angulares do ensino básico, a escrita. Ademais, a pesquisa possibilita rever, com base nos dados examinados, alguns conceitos associados ao “internetês” e refletir sobre a natureza gráfica da língua e da linguagem.
Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:46 (há 5 dias, 1 hora)