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Projeto de Pesquisa

Vozes da periferia: Carolina de Jesus e outras pretas descolonizando a ordem patriarcal

Concluído

Considerando-se a importância de uma educação que vise a transformação social, que vislumbre um mundo mais justo, com mulheres e homens que se reconheçam como sujeitos agentes e que possam intervir no mundo, é fundamental a análise de obras denunciativas de um machismo e racismo estruturais, uma vez que estar no mundo, na cultura, na história pode significar a constatação de desigualdades e injustiças, mas não para uma provável adaptação de sujeitos a esse mundo, e sim para modificação de tal realidade. Nesse sentido, em consonância com Kilomba (2020, p.28), entendemos que os corpos de pessoas pretas, e portanto seus escritos, vêm se tornando "a oposição absoluta do que o projeto colonial predeterminou", passando de objeto a sujeito e marcando sua escrita como um ato político.  Assim, esse projeto de pesquisa visa analisar os aspectos decoloniais que emergem do discurso da produção literária de mulheres pretas advindas da periferia, a começar com a escritora Carolina Maria de Jesus, em seu Diário de Bitita, chegando a escritoras contemporâneas, cuja produção é marcada pelo ato de descolonização, que nada mais é do que tornar "nossa realidade e experiência visíveis tanto na teoria quanto na história" (KILOMBA, 2020, p. 108).   Para isso, nossa investigação se sedimenta nos estudos decoloniais da teoria feminista, mais especificamente a intersecção entre raça, gênero e classe; recorreremos ainda aos estudos da análise dialógica do discurso advindos do Círculo de Bakhtin, por entendermos que os referidos aspectos decoloniais se localizam na teia discursiva que perpassa a produção dos sujeitos desta pesquisa. 

Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:46 (há 6 dias, 20 horas)