ESTUDO DA INCORPORAÇÃO DE CINZAS VEGETAIS, PROVENIENTES DA QUEIMA DE LENHA EM FORNOS DO SETOR CERAMISTA, EM ESMALTES CERÂMICOS – PARTE 1
ConcluídoOs materiais cerâmicos são usados para diversas finalidades, desde equipamentos de alta tecnologia para o setor aeroespacial até utensílios domésticos e decorativos. Os vidrados são produtos cerâmicos, encontrados em mais de um subsetor ceramista, que possuem uma camada de esmalte sobre a peça fabricada (biscoito), com o objetivo de impermeabilizar, aumentar a resistência e, também, melhorar ou incorporar aspectos estéticos. Normalmente, os esmaltes cerâmicos são fabricados com minerais, pigmentos químicos e água. O processo de fabricação das peças cerâmicas é finalizado com a sinterização em fornos que são abastecidos por lenha, gás natural ou outro tipo de combustível (briquetes, por exemplo). As cinzas produzidas pela queima da lenha nos fornos, especialmente no setor da cerâmica tradicional, são objetos de estudos para diminuir o impacto causado pelo descarte inadequado desse resíduo no meio ambiente, porém, até o momento, não há nenhuma indústria usando esse tipo de resíduos na produção. Neste sentido, este projeto de pesquisa possui como objetivo estudar a incorporação de cinzas vegetais, provenientes da queima de lenha em fornos cerâmicos, em um esmalte para o setor ceramista. O projeto será subdivido em três etapas. Inicialmente, se pretende fabricar um esmalte com matérias primas regionais, sendo: feldspato, caulim e, dependendo, outros componentes minerais. Por conseguinte, as cinzas vegetais serão adicionadas no esmalte que foi produzido no laboratório e em um esmalte de produção industrial e incolor nas seguintes proporções: 10%, 20%, 30%, 40% e 50%. A última etapa é esmaltar os corpos de prova cerâmicos com os esmaltes. Os materiais de partida, que serão usados para fabricar o esmalte, os corpos de prova (biscoitos) e o esmalte incolor industrial, serão caracterizados através das técnicas físico-químicas de EDX, DRX e MEV. Além disso, serão analisadas as propriedades tecnológicas dos corpos de prova antes e após o processo de esmaltação, através dos ensaios de absorção de água (AA%), porosidade aparente (PA%), retração linear (RL%), perda ao fogo (PF%), massa específica aparente (g/cm3) e resistência à flexão em três pontos (MPa). Os corpos de prova serão produzidos pelo processo de compactação em uma prensa hidráulica com 21 Mpa e sinterizados nas temperaturas de 900ºC, 1000º, 1100º e 1200ºC, com taxa de aquecimento de 10ºC/min e isoterma de 60 minutos. Ao término do projeto são esperados resultados que corroborem com a fabricação de um esmalte cerâmico com cinzas vegetais, produzidas pela queima de lenha em fornos cerâmicos da região nordeste, e que possuam viabilidade técnica para utilização em peças cerâmicas. Além disso, se pretende comparar as propriedades do esmalte produzido com matérias primas regionais e o esmalte fabricado industrialmente e a influência das cinzas nas propriedades desses materiais.
Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:46 (há 1 semana)