Raça, gênero e classe: despejo da resistência em Carolina Maria de Jesus
ConcluídoConsiderando-se a importância de uma educação que vise a transformação social, que vislumbre um mundo mais justo, com mulheres e homens que se reconhecem como sujeitos agentes e que podem intervir no mundo, é fundamental a análise de obras denunciativas de um machismo e racismo estruturais, uma vez que estar no mundo, na cultura, na história pode significar a constatação de desigualdades e injustiças, mas não para uma provável adaptação de sujeitos a esse mundo, e sim para modificação de tal realidade. É com esse pressuposto freireano acerca da Educação que trazemos para o centro de nossa pesquisa a obra "Quarto de despejo, diário de uma favelada", da escritora Maria Carolina de Jesus, cuja análise pretendida em nossa investigação se sedimenta nos estudos decoloniais da teoria feminista, bem como nos estudos da linguagem advindos do Círculo de Bakhtin. Paralelamente ao estudo dessa obra, pretendemos ainda empreender um levantamento de obras de autoria de mulheres potiguares publicadas no século XXI que sejam marcadas pelos aspectos decoloniais analisados em Quarto de Despejo.
Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:46 (há 1 semana, 2 dias)