Concepções e representações do título de Patrimônio Cultural Imaterial da Ginga com Tapioca
ConcluídoEste trabalho pretende analisar a Ginga com Tapioca como patrimônio cultural imaterial da cidade do Natal, no Rio Grande do Norte. O prato, típico da culinária Potiguar, é popular principalmente nas praias da capital, e sobretudo, no Mercado Público do Bairro da Redinha, localizado na Zona Norte de Natal. Por isso, a pesquisa focará na representação simbólica que a intitulação de patrimônio cultural imaterial teve para as pessoas que sobrevivem da produção desse prato no Mercado Público da Redinha.
Os bens culturais, materiais ou imateriais, incorporam a cultura regional de um lugar, como uma dança, um dialeto ou um prato com determinados ingredientes e um modo de preparo específico. A patrimonialização desses bens são medidas adotadas, de caráter fundamental, para a valorização da cultura regional.
A Ginga com Tapioca, antes mesmo de ser reconhecida como patrimônio, já estava presente no imaginário Natalense como uma iguaria da cidade. Nascida às margens do Rio Potengi, foi criada na praia mais popular da Zona Norte da cidade por uma cozinheira, chamada Dona Dalila, e por um pescador, conhecido como Seu Geraldo. O prato se popularizou e saiu das fronteiras do bairro em que nasceu, mas continuou cravejada em as suas raízes. O título de patrimônio imaterial da cidade do Natal e, posteriormente, do estado do Rio Grande do Norte foi o clímax da caminhada histórica para a consolidação do prato.
Apesar da repercussão local sobre o título de patrimônio cultural, é importante nos questionarmos sobre o que a referida política pública simboliza no imaginário das pessoas que fazem parte da cadeia produtiva do prato, bem como a relevância desse título para o trabalho dessas pessoas.
Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:46 (há 1 semana, 2 dias)