A fase atual da globalização permite integração entre pessoas em diferentes ambientes virtuais, estamos com dinâmicas de compra, partilha, vivências que nos conectam uns aos outros por meio de redes e ambientes virtuais, daí nos deparamos com novas formas de compreender e dizer do mundo, gerações hiperconectadas, e em função de todas as transformações que vão desde a atual constituição da Indústria 4.0, a busca por novas fontes de energias, a forma de hospedar arquivos em ambientes não mais físicos, como a hospedagem em nuvens, essas que são características do que o Fórum Econômico Mundial, ocorrido em Davos, na Suíça, em janeiro de 2016, abordou como um de seus principais temas, dali decorrendo o início de uma Quarta Revolução Industrial, supostamente iniciada nos tempos atuais e que apresenta como características marcantes a nanotecnologia e os sistemas cibernéticos, inteligências artificiais, Internet das/nas coisas. Sendo esse, um cenário de proporções internacionais se tem a emergência de espaços que implicam em novas tecnologias nos processos de territorialização das mercadorias, bem como, na globalização como agente que comunica e contribui nas identidades, nesse sentido, nosso projeto objetiva entre outras coisas, compreender a globalização no cotidiano do adolescente por meio de ambientes como os ciberespaços criados pelos youtuberes que tramam os processos de identidades e identificações nas mídias digitais; nossa pesquisa dialoga com diferentes áreas do saber que vão desde a comunicação até Jogos Digitais, pensando nesse último eixo, isso porque estamos num campus que tem um curso como esses, empreendemos nossa pesquisa, o que de certo modo também, justifica a pesquisa, em que se busca suportes de compreensão, difusão, tratamento de dados e dinamização dessa área. Ainda, do ponto de vista metodológico, ações da pesquisa compreende atividades que vão desde encontros semanais para estudo e debates de autores como Zigmund Bauman, Pierry Levy, Edgar Morin, Antony Guidens, Michel Foucault, constituindo o embasamento e a estrutura teórica de nossa pesquisa; além dos encontros semanais, faremos as cessões de filmes, acompanharemos alguns youtuberes, tais como: Felipe Neto, Carlinhos Maia, Winderson Nunes, Kefera, GKay, dentre outros, em suas redes sociais, bem como suas lifes, seus posts, livros, demais publicações, em que se busca compreender o universo das telecomunicações na confecção de identidades e identificações, cujos agentes são influenciadores digitais, assistiremos mensalmente filmes, e semanalmente os vídeos postados na plataforma Google desses influenciadores. Por fim, entendemos que efetuaremos um “mapeamento” dessas turmas de “amigos” de crianças e adolescentes, e que muitas vezes a repercussão desses sujeitos se manifesta em incorporações de gostos, de valores, de ideias disseminadas entre a cultura juvenil como “natural”, sendo o que opera são construções coletivas que reiteram instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as aos diferentes grupos, conflitos e movimentos sociais.
PALAVRA CHAVE: Ciberespaços, globalização, identidade, cultura juvenil, Ceará Mirim.
Projeto importado do Suap em 08/08/2026 às 03:11 (há 7 horas, 13 minutos)