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Projeto de Pesquisa

Utilização da manipueira como aditivo na fabricação de argamassa colante.

Concluído

No processamento da mandioca para produção de sua farinha, gera-se um resíduo líquido denominado manipueira, formado através da água da lavagem dessas raízes. Devido à presença elevada de matéria orgânica, ácido cianídrico e diversos elementos cuja reação é prejudicial ao meio ambiente, além de potencial tóxico, a manipueira é, quando descartada de forma errada, responsável pela contaminação do solo, dos rios e do ar. Entretanto, a fim de agregar valor econômico ao líquido e diminuir seu dano ambiental, diversos estudos têm sido feitos para popularizar a utilização da manipueira, surgindo a possibilidade de fazer seu uso como adubo, fertilizante, herbicida, inseticida, biosufactantes, biogás, na produção de tijolos, entre muitos outros. Em contraposição a sua ampla gama de aproveitamento, encontra-se a falta de conhecimento sobre seu potencial de uso, dificultando os resultados esperados pelas devidas hipóteses. Contudo, sabe-se que o material possui característica acentuadamente ligante e que após 72 horas seu potencial hidrogeniônico (pH) se eleva, tornando a mistura alcalina. Essas características possibilitam verificar a viabilidade da utilização da manipueira em substituição a eventuais aditivos na fabricação de argamassa colante, atualmente composta por cimento, agregado miúdo, água, éteres de celulose, látex poliméricos e Cal, exemplo de adição. O rejeito do processo de fabricação da farinha foi coletado no município de São Gonçalo do Amarante-RN, em estabelecimento privado, dedicado exclusivamente para este fim. Onde pretende-se também contribuir numa melhor destinação do resíduo, buscando melhores alternativas do que as atualmente praticadas neste estabelecimento. A análise química e física preliminar da manipueira está sendo desenvolvida no Laboratório de Química do IFRN – Campus São Gonçalo do Amarante-RN, as análises de eflorescência de raios X e difração de raios X serão realizadas no Laboratório de caracterização de minerais /materiais – LACAMM do Instinto Federal do Rio Grande do Norte - Campus Central, Natal-RN e as misturas, dosagens e verificações mecânicas das argamassas produzidas serão desenvolvidas no Laboratório de Materiais e Construção Civil do IFRN – Campus São Gonçalo do Amarante-RN. A caracterização das argamassas no estado endurecido se dará através dos ensaios de: resistência à compressão, resistência à flexão e aderência. A caracterização física no estado endurecido das argamassas será através dos ensaios de: absorção total, absorção capilar, massa específica e índice de vazios. Espera-se obter uma mistura estável quimicamente, viscosa, plástica e aderente, com características compatíveis com as argamassas colantes de uso corrente na construção civil. Com base nos resultados obtidos, também espera-se gerar ativos de propriedade intelectual por registro de patente da tecnologia de utilização da manipueira como aditivo na fabricação de argamassa colante. 

Projeto importado do Suap em 07/08/2026 às 03:11 (há 19 horas, 39 minutos)