A busca por novas fontes de substâncias ativas justifica através da química, o uso de plantas para fins utilitários, principalmente no campo medicinal. Existem ao todo vinte e oito classes de substâncias naturais, tanto de plantas medicinais como de outras fontes, dotadas de utilidades diversas, portanto, necessita-se de um conjunto de técnicas fitoquímicas que permitem direcionar o trabalho a ser realizado com produtos naturais na busca por substâncias ativas. É a partir da procura pelo uso de plantas com fins terapêuticos, que surge a necessidade de aplicação de técnicas de fácil execução e baixo custo, que permitem direcionar o isolamento e a purificação de produtos naturais. A simplicidade e a praticidade desses procedimentos tornam favorável a sua utilização cotidiana, podendo ser facilmente desenvolvida no próprio laboratório de fitoquímica. Portanto, objetiva-se explorar a flora do Rio Grande do Norte, principalmente da região do Alto Oeste Potiguar, com testes de prospecção fitoquímica visando facilitar e direcionar o estudo fitoquímico e o isolamento de compostos secundários dessas plantas. Neste processo serão utilizadas plantas típicas do Rio Grande do Norte, em especial da região do Alto Oeste Potiguar, onde se localiza o município de Pau dos Ferros. A partir dos extratos etanólico, aquoso e hidroalcoólico previamente preparados serão executadas operações preliminares para determinar a existência de diferentes classes de compostos orgânicos que são conhecidas por possuírem atividade antioxidade e/ou atividade biológica. Pode-se destacar algumas dessas classes: fenóis, taninos, antocianinas, , flavonóides, xantonas, catequinas, esteróides, triterpenóides, saponinas e alcalóides. Esses testes são realizados utilizando-se soluções ácidas ou básicas, observando-se a mudança de coloração nos respectivos extratos testados, assim como reações de precipitações e observação de reação em luz UV.
Projeto importado do Suap em 17/08/2026 às 03:11 (há 1 hora, 46 minutos)