O presente estudo propõe analisar as representações metafóricas da escola n’O Ateneu (1888) de Raul Pompéia, buscando mostrá-lo como romance que elege a poesia como matéria de criação, motivo pelo qual se revela uma das obras mais modernas da Literatura Brasileira. A par de ampla releitura da bibliografia pertinente, que parte da revisão da fortuna crítica do livro em correspondência com teorias afins, dentre as quais as que lidam com o romance de formação, busca-se mostrar a mecânica da “crônica de saudades” do narrador Sérgio como uma alegoria da sociedade brasileira do século XIX por meio de três procedimentos: primeiro, como transposição alegórica da realidade social da época e seus múltiplos dilemas para o microcosmo da escola como espaço da linguagem por excelência; segundo, como representação metafórica da escola como espaço de formação/transformação do sujeito frente às várias alteriades, inclusive as literárias; e, por fim, como elaboração poética da narrativa dentro do gênero romanesco.
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