As algas são fontes importantes de matérias-primas e compostos biologicamente ativos utilizados na indústria farmacêutica, cosmética e alimentícia. As macroalgas verdes, vermelhas e pardas são abundantemente encontradas no litoral brasileiro e apresentam alto teor de macro nutrientes para o fornecimento de matéria para ser utilizada na alimentação humana. Essas algas são fonte de proteínas, fibras, vitaminas, ácidos graxos poli-insaturados, macro e micro nutrientes, bem como importantes compostos bioativos, porém seu valor nutricional varia de acordo com a espécie. No Brasil, o uso de algas como alimentação ainda é pouco explorado e poucos são os estudos sobre a composição química e valor nutricional das espécies. No litoral potiguar apenas as algas vermelhas do gênero Gracilaria e Hypnea vem sendo explorada com finalidade industrial. Se faz necessário estudos para avaliar a composição química de espécies de macroalgas do litoral potiguar e assim se ter novas informações sobre o valor nutricional das mesmas, tendo como finalidade a indústria alimentícia ou mesmo para a ração animal. Este estudo terá como objetivo avaliar a composição química de macroalgas marinhas verdes, vermelhas e pardas do litoral da região denominada Costa Branca do Rio Grande do Norte, compreendendo principalmente o município de Macau, e pretende-se futuramente aplicar o conhecimento do teor nutricional dessas algas para uso como ingredientes alimentares e/ou ração animal. Serão analisadas amostras de cada espécie, sendo realizada metodologia de composição centesimal que determina macro nutrientes, com determinações de proteína bruta, lipídeos, cinzas, fibras e estimativa de carboidratos. Espera-se demonstrar a composição química de macroalgas marinhas coletadas avaliando quais delas teria o melhor potencial nutricional para ser utilizada como ingredientes na dieta humana e/ou animal. Além disso, os resultados poderão contribuir para aumentar o padrão nutricional da população em geral e ainda servir de base para melhoria da renda da população, um vez que estas algas podem vir, futuramente, a ser cultivadas para fins comerciais.
Projeto importado do Suap em 15/08/2026 às 03:11 (há 11 horas, 26 minutos)