A criação de codornas tem se mostrado muito promissora no Brasil, apresentando várias vantagens em relação à criação poedeiras e frangos de corte. Independente da finalidade de criação (carne ou corte), tem tido crescimento constante no Nordeste brasileiro. Devido aos altos custos de milho e soja e condições climáticas da região, é necessário buscar alternativas nutricionais de baixo custo que beneficiem o sistema imune frente às maiores exigências de aves mantidas em clima quente. Desta forma, a Moringa oleifera tem apresentado importantes características nutricionais e funcionais na alimentação animal. Por tanto, objetiva-se com este estudo avaliar o efeito da inclusão da farinha folha de Moringa oleifera em duas fases de criação de codornas europeias (Coturnix coturnix) sobre desempenho, peso de órgãos linfoides e rendimento de carcaça, visando diminuir custos de produção sem comprometer desempenho e bem-estar. Serão utilizadas 240 codornas, de 1 a 42 dias de idade, em delineamento inteiramente ao acaso, com 04 tratamentos e 06 repetições com 10 aves cada. As aves serão alimentadas com rações experimentais à base de milho e farelo de soja com 04 níveis de inclusão de farinha de moringa (0,0%; 4,0%; 8,0%; 12,0%;) em substituição parcial ao farelo de soja, formuladas para fases de criação de 1 a 21 dias e de 22 a 42 dias todas confeccionadas na forma farelada e isonutritivas. Serão avaliados desempenho zootécnico e fisiológico; rendimento de carcaça, porcentagem de gordura e peso de órgãos comestíveis; peso de órgãos imunes e fígado; e viabilidade econômica da criação de codornas em regiões de clima quente. Espera-se que a inclusão de farinha folha de moringa na alimentação de codornas, criadas em ambiente quente, possa melhorar condições de saúde, bem-estar e nutrição destas aves, permitindo bom estado sanitário e produtivo, assim como aumentando viabilidade econômica com redução de custos com alimentação.
Projeto importado do Suap em 11/08/2026 às 03:11 (há 21 horas, 6 minutos)