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Projeto de Pesquisa

Mirar: atravessando fronteiras

Concluído

As ruas da cidade são espaços comuns por onde todas as pessoas têm acesso. No entanto, essas áreas de acesso livre a todos não satisfaz as necessidades com relação à infraestrutura de acessibilidade aos portadores de deficiência visual. Nas ruas, os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas perigosas, com intenso fluxo de veículos, não emitem sinal sonoro, que sirvam de guia ou orientação para a travessia de pessoas portadoras de deficiência visual. A travessia de uma via é bastante limitada, o deficiente visual carece da solidariedade  de outras pessoas próximas ou, quando há um semáforo com aviso sonoro. E independente da solidariedade das pessoas e da sinalização tátil o qual disponibiliza aos deficientes visuais o local correto de atravessar a avenida, a falta do sinal sonoro nos semáforos dificulta a travessia, deixando-os vulneráveis, ademais, dependentes das pessoas ao seu redor, deixando-se retirar a sua autonomia. Como solução, o projeto Mirar propõe a utilização de um artefato como óculos que, por meio de circuitos eletrônicos, comunica as cores do semáforo e suas decorrentes ações, auxiliando a locomoção de portadores de deficiência visual e promovendo sua inclusão. O projeto foi baseado em Tecnologia Assistiva e teve como principal objetivo a melhoria da acessibilidade,  independência e segurança. Facilitando a mobilidade de deficientes visuais dentro do ambiente urbano exercendo desta forma o papel de inclusão social desse grupo específico de pessoas. A princípio foi desenvolvido o protótipo com a finalidade de obter bases reais sobre o que incomodaria ou não o usuário em relação à forma física, os sinais do dispositivo compreendidos pelo cego e como reagiriam. Para isso, foram utilizados transceptores de rádio frequência e transdutores piezoelétricos que emite bips definidos de acordo com a indicação da cor do semáforo. A central de controle utiliza o sistema microcontrolado arduíno para processamento dos dados. Os resultados esperados sugerem a possibilidade de auxílio ao equipamento já utilizado – a bengala – (usada para localizar o piso tátil presente no arredor da calçada) e  propõe um meio de cruzamento autônomo nas ruas, tornando o deficiente visual menos vulnerável a acidentes, já que se trata de um problema relevante e que tem ingerência direta no cotidiano dos portadores de deficiência visual.

Projeto importado do Suap em 13/08/2026 às 03:11 (há 8 horas, 17 minutos)