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Projeto de Extensão

Farmácia Viva

Concluído

O projeto "Farmácia Viva" busca resgatar o patrimônio cultural tradicional, assegurando a sobrevivência e perpetuação do mesmo; otimizar os usos populares correntes, desenvolvendo preparados terapêuticos (remédios caseiros) de baixo custo; e organizar os conhecimentos tradicionais de maneira a utilizá-los em processos de desenvolvimento tecnológico(AMOROZO, 1996; ELISABETSKY, 1999). Já que o uso de plantas medicinais no tratamento de problemas de saúde sempre esteve presente na história da humanidade. Se durante algumas décadas do último século, em grande parte dos países ocidentais, a fitoterapia foi considerada tratamento atrasado e ineficiente, hoje ela desponta como uma das formas de busca pelo reequilíbrio orgânico, mental e emocional mais procurada e crescentemente adotadas por nossa sociedade (ALMASSY JÚNIOR et al., 2005). Os indícios sobre a prática da Fitoterapia são muito antigos e encontrados em todo o mundo. O primeiro manuscrito conhecido sobre essa prática é o Papiro de Ebers (1500 a.C.), que descreve centenas de plantas medicinais. No Egito, várias plantas são mencionadas nos papiros, e na Grécia, Teofrasto (372-285 a.C.), discípulo de Aristóteles (384-322 a.C.), catalogou cerca de 500 espécies vegetais. Hipócrates (460-361 a.C.), considerado o pai da medicina, utilizava drogas de origem vegetal em seus pacientes e deixou uma obra – Corpus Hippocraticum, que é considerada a mais clara e completa da Antiguidade no que se refere à utilização de plantas medicinais (ALMASSY JÚNIOR et al., 2005). Cresce em todo mundo a procura por produtos naturais, bem como medicamentos originários de plantas medicinais (CORRÊA JUNIOR et al., 2006). Várias preparações medicamentosas caseiras, como os chás podem ser feitas para a cura de problemas comuns de saúde, como gripe e má digestão (BLANCO, 2007). A maioria das plantas fitoterápicas utilizadas pela população é nativa, ou seja, cresce espontaneamente nas mais diferentes formações vegetais do país. A coleta indiscriminada dessas plantas pode levá-las à extinção. Essa atividade aumenta a possibilidade de engano do material coletado, com espécies vegetais trocadas e representa um risco de depredação do patrimônio genético vegetal (CORRÊA JUNIOR et al., 2006). Em um levantamento verificou-se que 50% das plantas medicinais comercializadas, in natura ou embaladas, apresentam-se fora do padrão. Portanto, o produto utilizado pela população, principalmente urbana, pode não ter as propriedades terapêuticas e aromáticas preconizadas e/ou pode estar contaminado por impurezas (terra, areia, dejetos animais, outras espécies vegetais) e coliformes fecais. A fiscalização oficial tem ação incipiente e como conseqüência, os produtores oferecem produtos de baixa qualidade. Para garantir a segurança do uso de plantas fitoterápicas e seus derivados são necessários não apenas medidas de controle, mas, também um esforço substancial em informar o público e para educação profissional (CORRÊA JUNIOR et al., 2006). Diante desses fatos nota-se a necessidade da população em ter acesso a essa alternativa terapêutica, de forma a cultivar suas próprias plantas fitoterápicas ou parte delas em sua residência ou em hortas medicinais, as chamadas “farmácias vivas”.

Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:41 (há 1 semana, 2 dias)