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Projeto de Extensão

Tornar-se Negro e reconhecer-se Indígena: Protagonizando ações em meio à branquitude

Concluído

Dentre os princípios basilares das Ciências Sociais e da Antropologia - dentre outros campos científicos – a noção de que há uma construção social da realidade, a qual por meio de processos de troca entre diferentes povos que atravessam a história, suas relações de poder e disputas por hegemonia que irão construir diferentes posicionalidades dos corpos, sobretudo a partir de uma compreensão interseccional dos marcadores sociais que os atravessam.

Entretanto, como nos lembra o antropólogo Kabenge Munanga (2004), há, no Brasil, uma enorme dificuldade para que as pessoas se identifiquem como negras, já que se trata de uma nação construída sobre o desejo do branqueamento, dessa forma a brancura se torna um desejo a ser perseguido, sendo sinônimo de tudo que é considerado bom, bonito, sofisticado, dentre outros adjetivos possíveis, em contraste com a negritude compreendida como seu extremo oposto.

Dessa forma, este projeto busca fortalecer o NEABI do campus Zona Norte e contribuir, através de ações concretas, para que o debate sobre a construção das identidades raciais seja estimulado, buscando assim positivar, valorizar e incentivar  a autodeclaração enquanto pessoas negras e indígenas que não seja baseada apenas no estigma que funda a invenção de Brasil, assim como o próprio mundo moderno ocidental, mas que valorize a estética, a história, a cultura, as práticas e as ancestralidades dos povos africanos e ameríndios, rompendo assim com o que a autora e pesquisadora Chimamanda Ngozi Adichie (2009) chama do "perigo da história única", isto é, o perigo da construção de narrativas hegemônicas que tendem a apresentar perspectivas estereotipadas e homogeneizadas.

Projeto importado do Suap em 11/03/2026 às 04:41 (há 5 horas, 21 minutos)