Filogenia Molecular como ferramenta de incremento educacional na área de bioinformática.
ConcluídoEntende-se como evolução das espécies características físicas e comportamentais que mudam ao longo do tempo, incluindo padrões de semelhanças e diferenças entre táxons diferentes (Amorim, 2002). Porém há uma justificação para cada mudança existente que está relacionada aos ancestrais, ou seja, quando as características estruturais entre espécies diferentes se assemelham, há existência de um ancestral comum, podendo ou não ser recente. Partindo-se deste pressuposto nota-se que a Filogenia Molecular é uma área que cresce bastante, pois nos permitir conhecer todas as etapas evolutivas entre os organismos, desde sua origem. Segundo a Dra. Shirley de Campos, é através dela que é possível descobrir se determinadas populações caracterizam unidades diferentes de significância evolutiva e contribuem para o legado evolutivo de uma espécie. Dentro do campo da Filogenia pode-se vislumbrar o estudo da história evolutiva dos grupos biológicos, para esses fins necessita-se trabalhar com conceitos de suma importância para construção de árvores filogenéticas que são uma representação gráfica, das relações evolutivas entre várias espécies ou outras entidades que possam ter um ancestral comum. Nela possuem nós ou nodos que simboliza o mais recente antepassado comum e os comprimentos dos ramos mostram estimativas do tempo evolutivo. Para construção desses nós e de cada folha torna-se necessário o conhecimento de características dos grupos biológicos, como a Plesiomorfia, Apormofia, Autapormorfia e Sinapomorfia, estas características mostram a quantidade de transformações que as espécies sofreram assim como também se as condições dos táxons são exclusivas ou conjuntas, além de, outras particularidades mais importantes que ajudam na formação dos nós das árvores filogenéticas como conceitos de grupos Monofilético, Merofilético, Parafilético, pois mostram espécies descendentes com seu ancestral exclusivo ou parte das espécies descendentes. Nesse preâmbulo o conhecimento de ferramentas de bioinformática ajudará na construção dessas árvores de forma a serem dispostas com uma técnica mais rápida que possibilitará uma solução em tempo hábil para incremento educacional para estudos evolutivos. Para Setúbal (1997, apud GOMES; VIANA, 2005) “As técnicas computacionais têm sido mais necessárias e consequentemente mais úteis a uma determinada área da biologia, a biologia molecular.” Existem vários métodos para desenvolver uma Árvore em si, os quais são Métodos baseados em distância genética como UPGMA que encontra-se primeiramente a matriz de distâncias das sequências analisadas; além do método de Máxima Parcimônia, no qual esse processo é baseado em caracteres e no princípio de homologias tentando maximizar as Sinapomorfias e minimizar as analogias para a suposição da árvore mais provável e Máxima Verossimilhança que se caracteriza por um método fundamentado em caracteres. Este último segmento é determinado pela probabilidade dos dados que se tem, podendo ser utilizado para dois fins na análise filogenética: Estimar parâmetros e a topologia da árvore. Enfim, a Filogenia se expandiu, sendo usada hoje com inúmeros objetivos: criar novos grupos taxonômicos; reconstruir filogenias de organismos com representantes de diferentes áreas geográficas; buscar relações de ramificação com áreas de endemismo etc. E esse crescimento é consequência de softwares com alto grau de complexidade que a Bioinformática dispõe para um desenvolvimento mais rápido e preciso de todo esse processo.
Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:41 (há 1 semana, 2 dias)