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Projeto de Extensão

CONFECÇÃO DE PROTETORES FACIAIS COMO AÇÃO DE COMBATE AO COVID 19

Concluído

Com o aumento exponencial de pacientes infectados com o chamado novo coronavírus (COVID 19) e a sua disseminação global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) resolveu decretar estado de pandemia do vírus, conhecido no meio científico como SARS-COV-2. O Brasil bateu seu recorde de mortes nas últimas semanas, registrando 42 mortes em 24h. A facilidade de disseminação desse vírus fez com que toda a sociedade sofresse de maneira globalizada suas consequências, o que veio a provocar prejuízos imensuráveis nos setores produtivos, financeiro, de entretenimento, turístico, educacional, esportivo, cultural etc. De acordo com a OMS, um dos grupos de maior risco de contaminação são os profissionais de saúde. Em geral, uma pessoa infectada com o novo coronavírus transmite o patógeno para até três pessoas, mas um paciente internado, pode contaminar em média 14 profissionais de saúde antes mesmo de ter febre. Daí a preocupação de proteger esta classe o máximo possível contra a alta carga viral a que estão expostos. Ainda não se sabe o quanto esta exposição frequente ao vírus pode afetar a saúde das equipes hospitalares, mas dados de outra epidemia de corona vírus (a SARS em 2002), que era mais letal e menos transmissível, indicam que 21% dos casos infectados envolviam profissionais de saúde. Na pandemia atual, mais de 6.200 profissionais da área foram infectados apenas na Itália. Neste sentido, as entidades de ensino, pesquisa e extensão estão sendo convocadas a disponibilizar esforços ilimitados no sentido de conter a disseminação desse vírus, tomando medidas que busquem a identificação de casos suspeitos, isolamento de pessoas contaminadas e/ou que estiveram em contato com pessoas contaminadas e, acima de tudo, medidas sanitárias que previnam o contágio, como a utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI). Devido à alta procura por equipamentos de proteção individual no mundo inteiro, estes materiais estão escassos no mercado, pois as indústrias não conseguem atender a alta demanda. Sendo assim, as instituições de ciência e tecnologia - principalmente as localizadas em regiões interioranas, como Caicó - podem ser um meio eficaz para desenvolvimento e elaboração desse tipo de material, tão específico e tão necessário nos dias atuais, como é o caso do protetor facial, o qual protegerá a máscara de contato com as gotículas expelidas pelo paciente. O uso das máscaras do tipo face shield são essenciais na redução do risco de contágio dos membros das equipes de saúde durante o atendimento às pessoas infectadas com o novo coronavírus. A máscara protege a face frontal e lateral do rosto, dificultando a contaminação por respingo de sangue, secreção corporal ou saliva. No caso específico do protetor facial (máscara face shield), o mesmo é um acessório complementar ao uso da máscara N95 e dos óculos, que, usados sozinhos, não protegem todas as regiões da face, facilitando a contaminação. Sobre a máscara face shield, a NOTA TÉCNICA n° 04, atualizada em 21 de março de 2020, da ANVISA, que dispõe sobre as orientações para os serviços de saúde quanto às medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), ressalta que: “... protetores faciais (que cubra a frente e os lados do rosto) devem ser utilizados quando houver risco de exposição do profissional a respingos de sangue, secreções corporais e excreções. Os óculos de proteção ou protetores faciais devem ser exclusivos de cada profissional responsável pela assistência, devendo após o uso sofrer limpeza e posterior desinfecção com álcool líquido a 70%, hipoclorito de sódio ou outro desinfetante recomendado pelo fabricante. Caso o protetor facial tenha sujidade visível, deve ser lavado com água e sabão/detergente e só depois dessa limpeza, passar pelo processo de desinfecção.” Neste contexto, tendo em vista escassez de equipamento de proteção individual no mercado e a possibilidade de elaboração de produtos de qualidade e que auxiliem na proteção dos profissionais de saúde da região do Seridó do estado do Rio Grande do Norte, este projeto tem por objetivo produzir protetores faciais (face shield), utilizando as instalações dos laboratórios dos cursos de Técnico em Eletrotécnica e Informática, além de equipamentos existentes no IFRN – Campus Caicó. Após a produção desses materiais, será feita a sua distribuição gratuita para os profissionais que estejam trabalham diretamente com pacientes suspeitos portadores de SARSCOV-2.

Projeto importado do Suap em 23/03/2026 às 04:41 (há 7 horas, 17 minutos)