Prestar assessoria jurídica à ACREVI, a fim de difundir conhecimentos junto aos catadores de lixo, no que se refere aos seus direitos e possíveis reivindicações junto à municipalidade
ConcluídoO lixo de Mossoró garante a subsistência de centenas de famílias. Diariamente o carro da coleta seletiva de Mossoró faz o trabalho de circular pelas ruas da cidade recolhendo materiais recicláveis que são armazenados na Associação Comunitária Reciclando para a Vida (ACREVI), e de lá são reaproveitados e produzidos novos itens. É um trabalho árduo e pouco valorizado, mas indiscutivelmente tem o seu valor e merece o mencionado debate. Onde fica o cuidado e zelo desses profissionais em seu labor? a qualidade de vida e sua saúde? a fiscalização com os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s)? Sem dúvida a maior responsável pela vigilância desses pais de família que vivem na informalidade é a Prefeitura Municipal de Mossoró. É inquestionável a vulnerabilidade desses catadores aos agentes nocivos à saúde. A ausência de luvas e botas possibilita o contato direto com substâncias ofensivas aos humanos. Assim eles ficam propensos aos agentes químicos, físicos e biológicos. Com o passar desses anos houve conquistas, por exemplo, a Associação virou Cooperativa, mas o fortalecimento de suas ações depende de sobremaneira do Poder Público. Assim, os catadores não encontram muito o que comemorar. Os catadores de lixo se sentem desvalorizados. O desabafo é de Josefa que pleiteia mais do que a simples transformação de produtos em reutilizáveis. Ela lembra que apesar de serem agentes multiplicadores que efetuam o recolhimento de materiais recicláveis, trabalhando em prol da sustentabilidade, não encontram muito respaldo por parte da municipalidade, requerendo um outro estabelecimento onde se pudesse realizar todo o processo, desde a coleta à venda dos produtos recicláveis. É importante frisar que, a Acrevi, juntamente com essas pessoas estão buscando colocar em prática o que preconiza o art. 225, da Constituição Federal: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Pelo espírito de coletividade e anseio pela consciência ecológica do mossoroense, há mais de uma década, em meados de 1999, Josefa Avelino da Silva Cunha idealizou a criação da Associação, visando agregar valores à categoria. Pela própria localização da instituição, ou seja, na área periférica da cidade, a atividade possibilitaria a inserção de profissionais no mercado de trabalho.
Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:41 (há 1 semana, 2 dias)