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Projeto de Extensão

Mulheres e Jovens: Economia Solidária como alternativa para ampliação do trabalho e renda em Natal e Mossoró no Rio Grande do Norte

Concluído

O presente projeto intitulado Mulheres e Jovens: Economia Solidária como alternativa para ampliação do trabalho e renda em Natal e Mossoró no Rio Grande do Norte, oferece uma série de ações no fomento, capacitação e fortalecimento de empreendimentos econômicos solidários constituídos por mulheres e jovens de baixa renda de Natal e Mossoró do Rio Grande do Norte.

 

De forma geral, objetiva-se apoiar as mulheres e jovens no fortalecimento dos empreendimentos econômicos solidários de baixa renda nas cidades de Natal e Mossoró no Rio Grande do Norte.

Tendo como objetivos específicos:

Desenvolver Estudos e pesquisas sobre a situação do trabalho e renda de mulheres e jovens das cidades de Natal e Mossoró com ênfase nas alternativas de economia solidária;

Implantar 02 núcleos de serviços fomento e capacitação de empreendimentos econômicos solidários e redes de cooperação constituídas por mulheres e jovens nas unidades do IFRN de Natal e Mossoró como instrumento de experimentação de geração de trabalho e renda;

Promover o encadeamento de iniciativas econômicas solidárias protagonizadas por mulheres e jovens com o apoio ao fomento e fortalecimento de 02 redes de Cooperação Solidária.

Realizar a transferência de tecnologia e conhecimento para as mulheres e jovens envolvidas em empreendedorismo rural e urbano;

Possibilitar o acesso a conhecimentos por meio das atividades de capacitação, desenvolvimento e disseminação de metodologias de gestão de empreendimentos econômicos solidários com mulheres e jovens de baixa renda em Natal e Mossoró.

 

A Fundação com o Apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte pretende mulheres e jovens de baixa renda de Natal e Mossoró, fazer com que os alunos de diversos cursos oferecidos pela Instituição possam vivenciar a prática das matérias ministradas/cursadas, participando de projetos voltados para o desenvolvimento da economia solidária e alternativas para ampliação do trabalho e renda, considerando as etapas de implementação dos núcleos, capacitação e a realização de diagnósticos, bem como, sejam estimulados os 60 (sessenta) empreendimentos econômicos solidários.

Historicamente houve uma invisibilidade e não reconhecimento do trabalho das mulheres, quando falamos de trabalho doméstico e também várias outras atividades desenvolvidas para autoconsumo ou geração de renda. Com isso a negação de sua autonomia econômica, pessoal e política e a exclusão das decisões sobre os assuntos relacionadas ao economia e renda, quanto a mesma não é chefe do domicilio.

Outro fato, se refere a maior migração das mulheres do campo para a cidade por falta de acesso a trabalho e à renda. E muitas vezes, para jovens, também em busca de uma vida com menos imposição familiar e mais autonomia pessoal. Isso pode se refletir na busca por maior escolaridade, busca de emprego e renda. 

Esse mesmo quadro se reproduz com a juventude, considerando que trata-se de uma desigualdade geracional, portanto transitória. Porém, se não alterada, se configurará como duradora e reprodutora da pobreza.

A Economia Solidária se relaciona com iniciativas construídas a partir dos anos 90 no auge da implementação das políticas neoliberais no Brasil. Em uma realidade marcada por políticas de ajuste estrutural, modernização tecnológica, liberação das importações, diminuição de investimento público nas políticas sociais, a consequência foi o desemprego estrutural. Uma das respostas a essa situação foi a criação de um conjunto de iniciativas de cooperativas e grupos de produção, comercialização e crédito no campo e na cidade. Existiam vários grupos conhecidos como economia popular, empreendedorismo solidário ou de geração de renda. Nesse processo, deu-se o debate em relação à economia solidária, que resgatava a questão das cooperativas e da autogestão como parte da história de resistência dos trabalhadores e trabalhadoras europeus no século XIX. Houve um crescimento das articulações e debates, tanto em nível nacional, como em nível internacional e, hoje, é bastante consensual considerar como economia solidária essa gama de iniciativas.

O fortalecimento da participação das mulheres na economia solidaria já vem ocorrendo com a constituição de empreendimentos econômicos solidários (EES), redes e cadeias produtivas protagonizados por mulheres, o que foi reconhecido como força o I Plano Nacional de Economia Solidária: “A participação organizada das mulheres, a ampliação da consciência coletiva e a abertura para o debate da economia solidária e feminista, em diálogo com as diversas organizações sociais, buscando garantir a internacionalidade das políticas públicas” (SENAES/TEM 2015).

Os empreendimentos econômicos solidários constituídos por mulheres possuem algumas características específicas que são fundamentais. A primeira diz respeito à identidade de aglutinação e composição que é também baseada na condição feminina, além das influencias territoriais (do local de atuação) e setoriais (trabalho e cadeia de valor). Além disso, a questão da realização do trabalho e obtenção de renda está diretamente relacionada à autonomia econômica. As mulheres têm, na economia solidária, uma importante forma de viabilização de sua inclusão econômica, social e simbólica, de sua autonomia e da sustentação de suas famílias.

As ações voltadas para a Economia Solidária (programas, projetos, editais públicos em geral) devem ter recorte transversal com a questão de gênero e que estes prevejam ações e recursos que permitam às mulheres participar ativamente das atividades de formação, produção e comercialização, tendo suporte de creches e outros cuidados com seus filhos, familiares e idosos e com necessidades. Da mesma forma, é preciso promover a participação da juventude nos espaços de decisão e construção das políticas públicas de Economia Solidária, nos planejamentos, nas conferências, nas plenárias, fóruns, conselhos e secretárias especiais.

O desenvolvimento de ações de fortalecimento dos EES constituídos por mulheres e jovens em áreas rurais e urbanas devem possibilitar o acesso a políticas especificas de educação e assessoria técnica pautadas na economia solidária e feminista, articuladas às demais políticas públicas de comercialização que garantam as mulheres e jovens acesso as compras públicas, espaços fixos de comercialização da sua produção em seus territórios, com ênfase na segurança alimentar e nutricional.

Isso posto, esta cooperação justifica-se pela necessidade de capacitação e apoio à mulheres e jovens de baixa renda para o empreendedorismo solidário, partindo da identificação situacional desse público, visando a construção de instrumento de sistematização e transferência de conhecimento para superação da situação de baixa renda de mulheres e jovens por meio do empreendedorismo solidário.

Necessitamos unir esforços para a realização do referido projeto, o qual acarretará o desenvolvimento das atividades de serviços, fomento e capacitação de 60 empreendimentos de economia solidária, que propiciará geração de renda e trabalho, ampliando significativamente o leque de possibilidades dos participantes das regiões atendidas.

Projeto importado do Suap em 24/03/2026 às 04:41 (há 4 dias, 21 horas)