Você está aqui: Página Inicial / Campi / Reitoria / Notícias / Quem acredita, sempre alcança: o poder da Educação em transformar sonhos em realidade
Dia do Estudante

Quem acredita, sempre alcança: o poder da Educação em transformar sonhos em realidade

20/08/2021 - O estudante Eduardo Souza encontrou no IFRN a oportunidade de mudar de vida e realizar seus sonhos

Quem acredita, sempre alcança: o poder da Educação em transformar sonhos em realidade

Eduardo é aluno do Mestrado Acadêmico em Educação Profissional do IFRN.

Por Max Praxedes

Egresso da Licenciatura em Física do Campus Natal - Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Eduardo Francisco Souza das Chagas, 26 anos, é aluno da instituição desde 2012, mas sua história com o IFRN teve início em 2008, quando tentou ingresso no Instituto pela primeira vez para cursar o Ensino Médio. 

Nascido em Natal, Eduardo sempre estudou em escola pública. Em 2008, quando iniciou o 9° ano do Ensino Fundamental, decidiu tentar ingresso no IFRN, na época Cefet-RN: “Minha mãe decidiu pagar um cursinho para me ajudar a ter um bom desempenho na prova, porém não obtive êxito no processo seletivo, com isso, fui estudar na Escola Estadual Desembargador Floriano Cavalcanti, mas o desejo de ser aluno do Instituto ainda existia”, enfatizou. 

Quatro anos se passaram, e quando estava no último ano do Ensino Médio, em 2012, o estudante descobriu que a instituição ofertava Cursos Superiores, e a Licenciatura em Física era um deles: “Vi nesse curso uma oportunidade de pagar disciplinas e, no futuro, aproveitar no curso de Engenharia Civil, que até então era a graduação que eu queria cursar. Como o sonho de estudar no IFRN estava vivíssimo, essa era mais uma oportunidade, então me inscrevi e, finalmente, consegui êxito, com minha nota do Enem. A felicidade tomou conta, uma vez que era concretização de um sonho antigo”, celebrou.

Do Ensino Superior à Pós-graduação

“Estudar no IFRN sempre foi um sonho, não só meu, mas também da minha família, tendo em vista que sou oriundo de uma família humilde e estudar sempre foi o único caminho tido como solução para vencer na vida”, declarou Eduardo. 

Durante a graduação no IFRN, o estudante desenvolveu pesquisas sobre o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Em 2020, após a aprovação no Mestrado Acadêmico em Educação Profissional do Instituto, deu continuidade à sua Pesquisa sobre o Pibid. Com o tema “A experiência de licenciados com currículo integrado por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência no IFRN”, a Pesquisa tem como objetivo compreender a experiência de licenciandos do IFRN junto ao campo da Educação Profissional, a partir da imersão no Ensino Médio Integrado, por meio das dinâmicas do Pibid. 

“A temática da dissertação tem tudo a ver com as pesquisas que desenvolvi durante a graduação, onde pude investigar a importância do Pibid na Licenciatura em Física. Atualmente, investigo os impactos do Programa na Educação Profissional”, disse. Ter sido bolsista do Pibid foi a maior motivação para dar continuidade aos estudos sobre o Programa no Mestrado: “Sei dos grandes impactos do Pibid na minha formação. Essa motivação foi primordial para escolher meu método de Pesquisa, que é a sociobiografia, uma vez que me insiro na minha própria pesquisa”, afirmou. Foi através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência que Eduardo se descobriu professor. O Programa, implementado no IFRN, possibilitou ao estudante conhecimentos relacionados ao desenvolvimento das atividades de docência na escola, bem como a vivencia da rotina escolar.

“Foi no Pibid onde tive as minhas primeiras experiências numa sala de aula, onde pude ver que eu poderia fazer a diferença enquanto professor. Meu sonho era ser engenheiro civil e minha entrada no curso de Física era o caminho para pagar disciplinas e aproveitar no curso de Engenharia Civil, quando conseguisse passar, porém, quando cheguei no IFRN e conheci o Pibid, mudei todo meu pensamento acerca da docência, uma vez que eu tinha uma visão distorcida da carreira de docente, o que me fazia não querer ser professor”, declarou.

Reconhecimento e gratidão

Para Eduardo, a Licenciatura em Física não foi fácil. O estudante conta que precisou vencer muitos obstáculos, mas que teve apoio dos professores, os quais é grato até hoje: “Minha maior dificuldade ao chegar ao IFRN foi a falta de base, uma vez que sou oriundo da escola pública e não tive um Ensino tão bom. O IFRN tem algo que te faz ser diferente, e os professores são essa diferença. Tive na Licenciatura professores que foram importantes durante minha trajetória, nos quais me espelho, como os professores Andrezza Tavares e Edemerson Solano”, ressaltou. 

“Andrezza é aquela profissional que conquista por sua forma de conduzir as diversas situação acadêmicas, que pega o aluno, coloca debaixo do braço e o ajuda a se desenvolver profissionalmente. É uma docente que motiva quem está ao seu redor e incentiva a querer cada vez mais crescer, principalmente no sentido de buscar uma Pós-graduação. Já Edemerson é aquele professor caladão, mas que chega na sala de aula e dá um show. É um professor que tem total domínio dos conteúdos, que tem uma facilidade para passar para o aluno e fazer com que ele aprenda, ou seja, é um professor que serve de exemplo”, homenageou. 

“Ter Eduardo como orientando é imensamente realizador. Ele foi um estudante que se entregou por inteiro na jornada da obtenção do grau de licenciado em Física. Ele efetivamente permitiu um forte engajamento com as disciplinas das Ciências da Educação e específicas de Física, a prova disso foi que quando ele egressou da licenciatura, conseguiu imersão imediata no mundo do trabalho. É uma pessoa bem sucedida profissionalmente. Esse é o caminho que a gente espera para os nossos estudantes, que esses alunos sejam bem sucedidos na vida acadêmica, no mundo do trabalho, na sua cidadania, na sua felicidade e nas suas realizações”, comentou, com orgulho, a professora Andrezza Tavares, orientadora do projeto de Pesquisa de Eduardo.

"O desenvolvimento dos cursos de Pós-graduação dentro do IFRN só mostra o quanto a instituição se preocupa com a verticalização do Ensino dentro dela. Eu sou a prova disso, visto que fui aluno de uma Licenciatura, hoje sou mestrando e pretendo, em breve, ser doutorando. A escola é tão afetiva e comprometida com um Ensino de excelência que não conseguimos deixá-la. Sem contar que o IFRN valoriza o desenvolvimento da Ciência no nosso país", destacou o estudante.

Sobre a Pós-graduação no IFRN 

Entender como a Pós-graduação funciona depende do formato escolhido para continuar os estudos, podendo ser lato sensu (que diz respeito aos cursos de especialização) ou stricto sensu (que compreende o Mestrado Acadêmico, Mestrado Profissional e Doutorado). Independentemente do tipo de Pós, ter uma formação continuada proporciona diversos benefícios à carreira profissional.

No IFRN, a seleção para cada formato depende dos editais publicados, podendo envolver análise de currículo e de histórico acadêmico do candidato (especializações), além de provas, entrevistas e análise de projetos de Pesquisa (mestrados/doutorados). As áreas de Pós-graduação ofertadas pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte são:

  • Especialização: os cursos de Especialização conferem ao aluno o título de especialista. Esse tipo de Pós-graduação é amplo, com oportunidades nas mais variadas áreas do conhecimento;
  • Mestrado Acadêmico: é indicado para quem quer se tornar professor do Ensino Superior e trabalhar com produções acadêmicas, recebendo o título de mestre. Para isso, é necessário que o estudante apresente um projeto de Pesquisa, no qual irá trabalhar por até 24 meses, e depois deverá apresentar a sua dissertação à banca examinadora;
  • Mestrado Profissional: essa área também dá ao aluno o título de mestre, porém, tem o seu Ensino voltado para levar o conhecimento científico ao mercado de trabalho, tanto em organizações públicas quanto em empresas privadas; e
  • Doutorado: é um curso normalmente realizado após o Mestrado, a fim de receber o título de doutor. Os requisitos de ingresso são semelhantes ao do Mestrado, porém, a sua duração é de até quatro anos. Ao final do projeto de Pesquisa, é necessário desenvolver uma tese e apresentá-la para uma banca examinadora.

Dia do Estudante 

A história de Eduardo Souza encerra a série de reportagens produzidas pelo Núcleo de Jornalismo do IFRN (Nujor/IFRN), em alusão ao Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto, onde foram apresentados perfis de alunas e alunos das variadas modalidades de Ensino ofertadas pela instituição. A iniciativa teve o objetivo de contar histórias de estudantes vindos de diversos campi do Instituto. 

Ações do documento

Página em carregamento