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Dia do Estudante

Pronta para voar por conta própria

19/08/2021 - A estudante Rhayanne está concluindo o Curso Técnico em Estradas, na modalidade Subsequente; uma caminhada que envolve luta, apoio do IFRN e superação

Pronta para voar por conta própria

Rhayanne é estudante do IFRN desde 2010

Por Luciano Vagno

“Em um mundo onde cada vez mais as pessoas vão se tornando apenas números e estatísticas, é bom saber que existem pessoas que se importam de verdade com as outras”. Esse é o desabafo de Rhayanne Ross dos Santos Farias. Enquanto cursava o Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios, pelo Campus Natal – Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), a jovem enfrentou um momento difícil em sua vida: a luta de sua mãe contra um câncer. Foi nesse momento, porém, que a estudante percebeu o “lado humano” do IFRN.

Esse é mais um perfil da série de reportagens sobre alunas e alunos das variadas modalidades de Ensino ofertadas pela instituição, produzidas pelo Núcleo de Jornalismo (Nujor) do IFRN, em alusão ao Dia do Estudante, comemorado em 11 de agosto. Essa história vem do Campus Natal – Central, onde Rhayane é estudante do Curso Técnico em Estradas, na modalidade Subsequente.

Rhayanne é moradora do bairro Potengi, na Zona Norte da capital potiguar, e, há dez anos, é estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Sua relação com o IFRN começou em 2010, quando ingressou no Curso Técnico de Nível Médio Integrado em Operações Comerciais, na Modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), cuja conclusão foi em 2014. Não demorou muito e, seis meses depois, a jovem já estava de volta ao Instituto, dessa vez no Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios, no Campus Natal-Central do Instituto (Cnat/IFRN).

Atualmente, a jovem atua como sala técnica, realizando projetos de regularização em uma empresa de topografia. A escolha pelo Curso Técnico Subsequente em Estradas foi feita com o objetivo de agregar mais conhecimento a sua profissão. “No meu trabalho, o curso é um grande diferencial. Tanto para o meu currículo quanto para um melhor entendimento do meu trabalho, está sendo muito bom”, pontuou.

Batalha ao longo do caminho

Enquanto a estudante conhecia os aspectos da construção de edifícios, foi surpreendida pela descoberta de um câncer em sua mãe. Nesse momento, porém, um dos suportes com o qual Rhayanne pôde contar foi o do IFRN, através dos docentes, que “se mostraram muito compreensivos e abertos a alternativas para a entrega de trabalhos e aplicação das provas”, e por meio do companheirismo de seus colegas de turma.

“Nisso tudo, eu fui vendo um grande diferencial na Instituição. Ela não descarta o aluno que não está podendo acompanhar; muito pelo contrário, ela tenta salvar aquele aluno a todo custo. E foi assim que, muitas vezes, eu me senti: salva por essa parte humana do IFRN”, revelou Rhayanne.

Pronta para alçar voo

Agora, Rhayanne está chegando ao fim de mais uma etapa em sua vida acadêmica: a conclusão de Curso Técnico em Estradas, e a sensação que fica é a mistura entre dever cumprido e um toque de tristeza. “Acho que, agora, sinto que fechou um novo ciclo. É triste, o que é bem estranho, porque, nas outras duas vezes fiquei bem saudosa ao terminar o curso”, conta, rindo.

Questionada sobre o porquê da tristeza, ela afirma: “porque você sai de um ambiente, deixa o convívio de pessoas que te acolhem, sejam elas colegas de turmas ou até mesmo os tios e as tias da faxina. É meio como sair do ninho para voar por conta própria”. A pergunta surge, inevitavelmente: “e você se vê pronta para voar por conta própria?” Com a mesma rapidez, surge a resposta: “sim, com certeza! E espero que todos os alunos que saem do IF também tenham o mesmo sentimento de se sentirem prontos para a vida”, concluiu Rhayanne.

Modalidade Subsequente no Campus Natal-Central do IFRN

Como conta o diretor de Ensino do Campus Natal – Central, professor Plácido Antônio de Souza Neto, a modalidade Subsequente é buscada por quem já possui o nível médio de Ensino e deseja uma qualificação técnica específica. O professor explica que, por ter duração de dois anos, a modalidade é procurada, principalmente, por quem deseja entrar no mercado de trabalho rapidamente. “Você tem uma grande probabilidade de entrar no mercado de trabalho ou de melhorar ainda mais as suas habilidades e aperfeiçoar as suas ações, caso já esteja empregado”, disse.

O professor Plácido conta que, em 2021, o Campus Natal – Central conta com 5.330 estudantes. Desses, 1.308 estão matriculados em um dos oito cursos da modalidade Subsequente ofertados pelo Campus. São eles: Estradas, Eletrotécnica, Geologia, Mecânica, Mineração, Petróleo e Gás e Segurança do Trabalho.

“A formação técnica em nível Subsequente é muito importante, tanto pra nós, a nível de Instituto, formando esses profissionais e os colocamos no mercado, como para a sociedade, pois pode encontrar, no IFRN, mais uma possibilidade de qualificação”, destacou o professor.

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