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COVID-19

Projeto do IFRN usa tecnologia a serviço da saúde

20/05/2020 - Iniciativa une pesquisa e extensão, aplicando teoria à prática para evitar contaminação das pessoas

Projeto do IFRN usa tecnologia a serviço da saúde

Modelagem conceitual inicial do protótipo do AccessControl.IoT.Health.

No dia 17 de abril, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), em parceria com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), lançou Edital para selecionar projetos de pesquisa e/ou extensão que tenham como o escopo o enfrentamento da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus (Covid-19). O resultado, divulgado na sexta-feira, 15 de maio, trouxe duas propostas do IFRN entre as selecionadas pelo Conselho. Uma delas é o projeto "AccessControl.IoT.Heatlh.

Com a missão de contribuir no combate ao Coronavírus, em meio à pandemia que atinge todos os países do mundo, o projeto "AccessControl.IoT.Heatlh - Túnel Sanitário com controle de acesso físico, monitoramento de temperatura e desinfecção", coordenado pelo professor Moisés de Brito Souto, do Campus Natal-Central do IFRN (CNAT-IFRN), utiliza tecnologia a serviço da sociedade. O projeto do grupo de pesquisa o Centro de Competências em Software LivreCCSL - IFRN foi pensado levando-se em conta que, mesmo com a futura diminuição de novos casos diários de infectados e do retorno gradual às atividades, as medidas de prevenção ao vírus deverão ser permanentes.

O grupo de pesquisa dessa iniciativa objetiva unir as áreas de Pesquisa e de Extensão para o desenvolvimento colaborativo de um software de consultoria e treinamento, com excelência em inovação aberta. Dessa forma, o CCSL-IFRN tem sido a engrenagem para o desenvolvimento e para experimentos do protótipo do projeto de combate à Covid-19. O projeto teve início a partir da utilização de um sistema de controle de acesso previamente desenvolvido no CCSL, junto com um módulo de detecção da temperatura de indivíduos e de uma estação para descontaminação.

A iniciativa visa utilizar o protótipo para monitoramento e identificação de indivíduos sintomáticos, aliado ao uso de um módulo de desinfecção e outro de controle de acesso físico. Essas tecnologias serão programadas para fazer uma triagem das pessoas, por meio de ferramentas e de métodos seguros, em locais de alta circulação de pessoas. Para isso, o software “Blender” foi utilizado no processo de modelagem do protótipo em três dimensões (3D). Foram necessários ajustes até chegar a um modelo para as estações. Dessa forma, espera-se contribuir no combate à Covid-19, tanto no aspecto do diagnóstico quanto na prevenção, em locais com grande concentração de cidadãos.

O projeto

Esse projeto de pesquisa implica no desenvolvimento de um Equipamento de proteção coletiva (EPC), para auxiliar na contenção e no controle da epidemia no Instituto Federal do Rio Grande do Norte Campus Natal – Central . Com a possível volta às aulas - em meio a uma situação que provavelmente não estará totalmente controlada - corre-se o risco iminente de novos surtos de contaminações. Nessa perspectiva, o EPC visa à prevenção das contaminações em massa. O valor total que será aportado no desenvolvimento e instalação dos protótipos é de R$ 138.720,60.

O Campus Natal-Central possui um alto índice de crianças e de adolescentes. Dessa forma, é imprescindível utilizar medidas de segurança quando houver o retorno às atividades presenciais. Os resultados esperados do projeto são de extrema importância para a sociedade, quando atua diretamente na prevenção do contágio; para a academia, na consolidação do conhecimento, através da aplicação da teoria à prática, em busca de uma alternativa de enfrentamento ao grave problema de saúde em questão; e para o governo, dentro da perspectiva de uso do equipamento também em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), visto que pode ser um aliado na prevenção de propagação do vírus, reduzindo, assim, a sobrecarga da rede de saúde pública.

 O Centro de Competências em Software Livre

Fundado por um grupo de três professores e de três alunos, em 2012, no Campus Caicó, o CCLS-IFRN expandiu suas atividades para o Campus Natal-Central e atualmente possui um laboratório com duas salas no CRN/INPE/Natal. O centro conta com quatro professores diretamente envolvidos, de 35 alunos dos diferentes níveis de educação, além de colaboradores externos. O grupo foi premiado em feiras nacionais e internacionais, sendo reconhecido por seu trabalho na coleta de dados ambientais por instituições de renome no mundo todo.

A realização do projeto "AccessControl.IoT.Heatlh - Túnel Sanitário com controle de acesso físico, monitoramento de temperatura e desinfecção" se tornou possível devido à realização do Edital do Conif/Setec, que viabilizou os recursos necessários à construção, em pouco tempo, de um protótipo para validação de conceito. O projeto do CCSL-IFRN foi aprovado no edital em 4º lugar, entre 96 projetos desenvolvidos por toda a Rede Federal.

São membros do grupo de pesquisa: professor Moisés Cirilo de Brito Souto, MsC.- coordenador do Projeto (Campus-Natal Central); professor Bruno Augusto Ferreira Vitorino, DsC (Campus Canguaretama); professor Max Miller da Silveira (Campus-Natal-Central); MsC. Denner Robert da Silva (estudante do Curso Superior em Redes de Computadores, Campus Natal-Central); Carolyna Cibelly Fernandes de Almeida (estudante do Curso Superior em Redes de Computadores, Campus Natal-Central); Eduardo de Moura Oliveira Filho (estudante do Curso Superior em Redes de Computadores, Campus Natal-Central); Matheus Phranco de Andrade Oliveira (estudante do Curso Superior em Redes de Computadores, Campus Natal-Central); Wellington Silva de Oliveira (estudante do Curso Técnico Integrado, Campus Natal-Central); e Rodrigo de Oliveira Dantas Pamplona (estudante do Curso Superior em Redes de Computadores, Campus Natal-Central).

Seleção Conif

Todas as instituições que fazem parte da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT) podiam participar da seleção. O valor disponibilizado pela Setec do Ministério da Educação (MEC), para esse edital, ultrapassava a cifra de R$ 6 milhões. 

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